Demanda internacional sustenta preço do milho por ora
Contudo, há um conjunto de fatores baixistas no cenário internacional
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Os compradores esperam queda nos preços, enquanto os exportadores tentam aproveitar a oferta enxuta no mercado global. (foto - CNA)
A demanda externa sustentou as cotações do milho no mercado doméstico na última semana, mesmo com estoques brasileiros confortáveis e a expectativa de uma safra de verão volumosa.
Enquanto as negociações nos portos seguem intensas desde o início deste mês, a liquidez tem sido baixa no interior do País. Os compradores esperam queda nos preços, enquanto os exportadores tentam aproveitar a oferta enxuta no mercado global.
Com isso, até a terceira semana de novembro (considerando-se 12 dias úteis), os embarques brasileiros já superaram o volume escoado em todo o mês de novembro do ano anterior.
Assim, agricultores priorizam as vendas ao mercado externo e limitam a disponibilidade no spot nacional. Esse cenário, somado à maior presença de compradores, vem elevando os valores do milho.
Deste modo, as cotações do milho têm pequena valorização no mês de 0,15%, com preços a R$ 85,48.
Contudo, apesar da recuperação, as cotações seguem significativamente mais baixas em relação ao pico de preços alcançado em março. Confira o gráfico:
Cenário externo para o milho
A queda do milho na Bolsa de Mercadorias de Chicago e a fraqueza do dólar frente ao real devem limitar os negócios, tanto no âmbito doméstico como no cenário exportador.
O mercado brasileiro de milho teve uma sexta-feira de preços pouco alterados e praticamente sem negócios. O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana com pouca movimentação, seguindo o ritmo de baixa comercialização registrado na semana anterior.
Os contratos com entrega em dezembro de 2022 operam com baixa de 2,00 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 0,29%, cotada a US$ 6,66 por bushel.
O mercado é pressionado pelo cenário de maior aversão ao risco, com protestos eclodindo na China contra as medidas para restringir a Covid-19. Com a possibilidade de menor demanda chinesa por commodities, o petróleo cai cerca de 3%. O aumento da oferta do cereal na região do Mar Negro completa o quadro baixista.