Cotação do milho tem desvalorização, apesar da demanda global
Cereal também teve queda significativa hoje em Chicago
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A Secex indicou que saíram dos portos brasileiros 6 milhões de toneladas de milho em novembro. (foto - Portos Paraná)
Os preços do milho se enfraqueceram ao longo da semana passada nos portos e também em muitas praças acompanhadas pelo Cepea no interior do País. Segundo pesquisados do Cepea, os valores foram pressionados pela menor paridade de exportação.
No mês de novembro mês, no entanto, o grão acumulou alta de 1%, o que contra a retração de 0,2% nos primimeiros dias de dezembro faz o preço estar a R$ 86,03, segundo o órgão.
Já as vendas externas do cereal seguem aquecidas, e há sinalização de movimento intenso nas próximas semanas. A Secex indicou que saíram dos portos brasileiros 6 milhões de toneladas de milho em novembro, mais que o dobro (153%) do volume embarcado em novembro/21.
Pesquisadores do Cepea ressaltam que as recentes negociações nos portos brasileiros ocorrem em um cenário de preocupações com a oferta mundial (devido à seca na União Europeia e na China), com as tensões no Mar Negro (em função dos conflitos entre a Rússia e a Ucrânia) e com o clima na América do Sul, sobretudo na Argentina.
Milho na Bolsa de Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) opera em baixa no meio-pregão de hoje. O mercado reverteu os ganhos registrados mais cedos, acompanhando o movimento de queda nos preços do petróleo e a força do dólar frente a outras moedas correntes, fator que tira a competitividade das commodities estadunidenses no cenário exportador.
O sinal de demanda ainda fraca para o cereal norte-americano completa o cenário negativo.
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 524.313 toneladas na semana encerrada no dia 1o de dezembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava 525 mil toneladas.
Na semana anterior, haviam atingido 311.658 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 786.873 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 6.341.436 toneladas, contra 9.420.481 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos com entrega em março de 2023 operam com recuo de 5,00 centavos, ou 0,78%, em relação ao fechamento anterior, cotados a US$ 6,30 por bushel. Os contratos com entrega em maio de 2023 operam com perda de 5,25 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 0,81%, cotada a US% 6,41 por bushels.