Consumo de café no Brasil cresce 13% desde 2008, diz Fiesp

    Sudeste lidera com 44,3% do total consumido no País

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    Consumo foi de 18,7 para 21,2 milhões de sacas. (foto - banco de imagens/Unsplash)

    Consumo foi de 18,7 para 21,2 milhões de sacas. (foto - banco de imagens/Unsplash)

    16deFevereirode2023ás16:25

    Um estudo da Fiesp recém divulgado revela que o consumo de café no Brasil cresceu em média 13%, com maior presença no interior (cerca de 62%). 

    O levantamento Agronegócio do Café – Produção, Transformação e Oportunidades, considerou dados dos ciclos 2008-2011 e 2018-2021.

    No primeiro período, o consumo foi de 18,7 milhões de sacas de 60 kg. Já entre 2018-2021, esse total subiu para 21,2 milhões de sacas. 

    “Apesar desse desempenho positivo, o setor ainda tem muito a conquistar. O estudo pretende trazer informações para pautar o planejamento e a implementação de estratégias públicas e privadas dirigidas ao setor”, diz a Fiesp, no texto de abertura.

    De acordo com o estudo, o Sudeste lidera, com 44,3%, o consumo doméstico de produtos de café.

    Já a análise por faixa de renda demonstrou que 83% do consumo concentra-se entre os que ganham até 10 salários mínimos (SM), com destaque para a faixa de 3 a 6 salários, com 32%.

    Apenas nas faixas de maior renda os grupos formados pelas capitais e as Regiões Metropolitanas (RM) consomem proporções equivalentes ao interior.

    A pesquisa detectou também uma mudança no ponto de consumo da bebida nas capitais e nas regiões metropolitanas do país: destacando que as cafeterias e a inserção das máquinas e café por cápsula trouxeram mais praticidade e conveniência para os consumidores.

    “A tendência é que o setor siga estimulando novas formas de preparo dentro e fora do lar dos brasileiros. As certificações, bem como as denominações de origem dos grãos, tendem a ganhar espaço neste mercado, aliando qualidade e experiência ao consumo da bebida”, diz a Fiesp.

    Item mais consumido 

    O estudo da Fiesp, lembra que, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018 (IBGE-POF), o café é o item com maior frequência de consumo no país, com 78,1%, seguido por arroz (76,1%), feijão (60,0%), pão francês (50,9%) e óleos e gorduras (46,8%).

    O Brasil é um grande player global de café: maior produtor e exportador.  Também internamente, o setor tem relevante papel em termos econômicos e sociais.

    “As mais de 264 mil propriedades agrícolas de café espalhadas pelo Brasil, as 1.050 unidades industriais de beneficiamento, e os 826 estabelecimentos comerciais atacadistas especializados na distribuição do café, representam importante elo de geração de emprego e renda no País, ocupando perto de 585 mil pessoas”, diz o estudo.

    Além disso, de acordo com a Fiesp, a cadeia produtiva (produtor e indústria) gerou mais de R$ 68 bilhões em valor bruto de produção. Soma-se o superávit comercial de US$ 6,3 bilhões, que, se convertido em reais, utilizando o câmbio médio de R$ 5,40 por dólar no ano de 2021, origina uma divisa de R$ 34 bilhões.

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