Lavouras da safra 2022/2023 se desenvolvem bem, diz Conab

    Exceção ocorre no Rio Grande do Sul, parte da Bahia e de Minas Gerais

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    Lavoura de café em Minas Gerais. (foto - Sistema  CNA/Senar)

    Lavoura de café em Minas Gerais. (foto - Sistema CNA/Senar)

    17deFevereirode2023ás15:20

    Com exceção do Rio Grande do Sul e parte da Bahia e de Minas Gerais – regiões onde choveu menos na primeira quinzena de fevereiro –, o desenvolvimento das lavouras da safra 2022/2023 está em boas condições, com estimativas otimistas para as culturas de verão.

    Isso de acordo com monitoramento agrícola, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta sexta (dia 17). Segundo levatamento, o cenário é de “bom potencial produtivo”, especialmente nas lavouras de soja e milho primeira safra.

    Para mapear a situação da culturas, o estudo avalia, além da situação agrometeorológica e o comportamento dos índices de vegetação obtidos a partir de dados de clima, itens como a fenologia e do sensoriamento remoto.

    Assim, segundo a Conab, o cenário registrado nos últimos dias, foi de maiores volumes de chuva nas regiões Norte e parte das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, favorecendo o desenvolvimento das lavouras e o início da segunda safra de grãos.

    Na primeira quinzena de fevereiro, os maiores volumes de precipitação ocorreram na região Norte e em parte do Centro-Sul do país, com destaque para o Amazonas, o Amapá, parte do Pará e de Mato Grosso, Sul de Goiás e de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Norte do Paraná e Oeste do Maranhão.

    No geral, essas chuvas foram favoráveis para os cultivos de primeira safra em desenvolvimento, floração e enchimento de grãos. Assim como para a implantação e o início do desenvolvimento da segunda safra.

    “No entanto, podem ter ocorrido danos pontuais por excesso de chuvas, principalmente em áreas de feijão primeira safra e soja em maturação e colheita.”, alerta a Conab.

    Da mesma forma, os menores volumes de chuva registrados na Bahia, em parte do Leste da região Nordeste e no Norte de Minas Gerais e do Espirito Santo podem atrapalhar o desempenho nesses locais.

    Estiagem no Rio Grande do Sul

    E também a persistência de baixos índices pluviométricos no Rio Grande do Sul, onde a quebra de milho pode chegar até 56% e a de soja 43%, com prejuízos de R$ 28 bilhões.

    Nos primeiros dias de fevereiro, os gaúchos até comemoram o período de chuvas, amenizando o deficit hídrico nesses períodos.

    Porém, entre os dias 6 e 10 de fevereiro, praticamente não houve precipitações, o que contribuiu para o registro de temperaturas máximas elevadas, agravando a restrição hídrica no Estado.

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