Mapa abre visitas do Brasil à China

    Comitiva ligada ao agro viajou nesta segunda para o país; Lula embarca dia 26

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    Desde 2029,China é maior parceiro comercial do Brasil. (foto - Mapa)

    Desde 2029,China é maior parceiro comercial do Brasil. (foto - Mapa)

    20deMarçode2023ás09:10

    Composta por mais de 100 pessoas, a maioria empresários do agronegócio, uma comitiva organizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, com a viagem nesta segunda (dia 20), a agenda oficial de visitas brasileiras para a China neste mês de março. 

    Na última sexta-feira (dia 17), o Ministério das Relações Exterior confirmou também a ida ao país do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e equipe, no próximo dia domingo (dia 26), na primeira missão oficial do atual governo. 

    Lula, no entanto, fará sua terceira visita de Estado à China, uma vez que esteve no País em 2004 e 2009. 

    Liderada pelo ministro Carlos Fávaro, a comitiva do Mapa reúne, além de integrantes do governo e equipe técnica, produtores rurais, pecuaristas, representantes de associações e cooperativas do setor, além de empresários. 

    "É uma comitiva bastante eclética, contemplando a diversidade do nosso agronegócio, não só daqueles que estão interessados em vender seus produtos, mas também comprar para que possamos avançar na agroindústria”, disse Fávaro, em nota emitida pela pasta. 

    Para ele, trata-se ainda de “sinal do prestígio do presidente Lula junto ao setor, que fez questão de participar da missão, e também da importância que o governo federal destaca ao agro". 

    Pauta do agro 

    A retomada das exportações de carne bovina, suspensas após a confirmação de um caso atípico de mal de vaca louca em um animal do Pará, está entre as prioridades da pauta de Fávaro. 

    Acredita-se que o fim da interrupção das vendas seja anunciado ainda neste mês de março. A exportação está suspensa desde 22 de fevereiro. 

    Também estão na pauta que o Mapa leva à China a abertura de mercados para novos produtos brasileiros junto às autoridades chinesas e a simplificação de processos por meio da digitalização. 

    Já os empresários brasileiros terão, segundo o governo, a oportunidade de discutir com o setor privado as demandas de importação e exportação entre os dois países. 

    O ministro Fávaro integrará a comitiva presidencial a partir do 28 e, já no dia 29, tem confirmada participação no Seminário Empresarial Brasil-China.  

    A viagem à China é a quarta internacional de Lula após a posse no cargo. O presidente já foi para Uruguai, Argentina e EUA. (foto - Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

    Lula na China 

    Ao menos 20 acordos comerciais serão assinados durante a visita de Lula à China, segundo informações do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Além disso, Lula e a comitiva brasileira, formada por ministros e parlamentares, ficarão no País até dia 31, com visitas em Pequim e Xangai.

    Em Pequim, estão previstas reuniões com o Presidente Xi, com o Primeiro-Ministro da China, senhor Li Qiang, e com o Presidente da Assembleia Popular Nacional, senhor Zhao Leji. Enquanto que em Xangai, o presidente brasileiro visitará a sede do Novo Banco de Desenvolvimento.

    De acordo com o secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty, embaixador Eduardo Paes Saboia, o número de acordos bilaterais ainda pode aumentar. Entre os acordos, está a utilização de um satélite capaz de monitorar as florestas mesmo com grande presença de nuvens. 

    Comitiva tem número recorde 

    O Itamaraty confirmou ainda que a delegação brasileira – além de parlamentares, governadores e ministros de Estado - será composta por aproximadamente “240 empresários brasileiros de vários setores, sendo 90 deles do agronegócio”. 

    Trata-se de comitiva recorde do Brasil para a China, que é, desde 2009, o maior parceiro comercial do Brasil e uma das principais origens de investimentos em território brasileiro. 

    Em 2022, a corrente de comércio atingiu recorde de US$ 150,5 bilhões. Brasil e China estabeleceram Parceria Estratégica em 1993, elevada a Parceria Estratégica Global em 2012. 

    Os países comemorarão 50 anos do estabelecimento de relações diplomáticas em 2024. 

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