Governo estuda mudar itens da cesta básica com foco na alimentação saudável

    Atualização dos itens é uma das medidas previstas para dar qualidade aos alimentos que vão à mesa dos brasileiros

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    Conab está estudando, com a ajuda de nutricionistas e da academia, qual é o modelo de cesta básica necessário

    Conab está estudando, com a ajuda de nutricionistas e da academia, qual é o modelo de cesta básica necessário

    20deJunhode2023ás10:18

    Com o objetivo da erradicação da fome no Brasil, acompanhada de estímulos a uma boa alimentação, do ponto de vista nutricional, o governo federal promete anunciar, em breve, uma atualização dos itens que compõem a cesta básica.

    A atualização dos itens é uma das medidas previstas para dar qualidade aos alimentos que vão à mesa dos brasileiros.

    “Estamos coordenando uma nova modalidade de cesta básica no nosso país”, anunciou o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, durante audiência pública interativa, promovida pela Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal.

    “A cesta básica brasileira, que é referência até hoje para o salário-mínimo nacional, é de 1938. Por isso, a Conab está estudando, com a ajuda de nutricionistas e da academia, qual é o modelo de cesta básica necessário para nutrirmos o nosso povo não só na quantidade, mas na qualidade suficiente”, acrescentou Pretto.

    Reforma Tributária

    A coordenadora geral de Promoção de Alimentação Saudável do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Gisele Bortoline defende uma reforma tributária que garanta o acesso da população aos itens que irão compor a futura cesta básica.

    “É importante protegermos a cesta básica, porque nós sabemos que as pessoas que têm até dois salários-mínimos elas comprometem de duas a três vezes mais a sua renda com alimentação”, disse.

    Segundo ela “se queremos diminuir a fome, e com comida de verdade, precisamos que todas as políticas públicas, incluindo a reforma tributária, priorize e proteja a alimentação básica do brasileiro, que é o arroz com feijão e também batata, mandioca, carne, ovo, leite, frutas, verduras e legumes.”

    “A grande diferença no consumo entre os de maior e menor renda está em frutas, verduras e legumes”, justificou.

    Programa Fomento Rural

    Gisele Bortoline lembrou que o Brasil possui “um dos maiores programas de alimentação do mundo”. No caso, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que, segundo ela, serve mais de 40 mil refeições por dia. O atual governo voltou a aumentar os valores dessas refeições, defasados após vários anos sem reajuste.

    “Tem também o Programa Fomento Rural que é um recurso repassado para as famílias em extrema vulnerabilidade. Provavelmente no próximo mês, vai ser publicado um decreto que aumenta o valor de repasse para essas famílias, de R$ 2,4 mil para R$ 4,8 mil”, explicou Bortoline.

    Agricultura Urbana

    A coordenadora do MDS informou que o governo lançará, “ao longo desse ano”, o Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana.

    A proposta é a de fomentar a utilização dos espaços, nos âmbitos das cidades, para a ampliação de hortas urbanas, e que essas hortas possam servir à produção dos alimentos; ao consumo das famílias envolvidas nesse processo; e também ser instrumento de inclusão social e geração de renda.

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