Programas de segurança alimentar são apresentados por cidades brasileiras na Europa

    Curitiba, Recife, Rio Branco, Maricá e Santarém vão apresentar projetos como praças agroecológicas

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    Maricá, cidade do Rio de Janeiro, se tornou uma das referências mundiais em agroecologia e agricultura urbana. Foto: divulgação

    Maricá, cidade do Rio de Janeiro, se tornou uma das referências mundiais em agroecologia e agricultura urbana. Foto: divulgação

    21deJunhode2023ás14:57

    Representantes das cidades de Maricá (RJ), Curitiba (PR), Recife (PE), Rio Branco (AC) e Santarém (PA) estão na Europa para apresentar suas experiências em segurança alimentar.

    Eles ficam no continente europeu até o dia 27 de junho em uma missão da Embrapa Alimentos e Territórios, no projeto Cidades e Alimentação: Governança e Boas Práticas para Alavancar os Sistemas Alimentares Urbanos Circulares, financiado pela União Europeia no Brasil por meio do programa Diálogos EU-BR.

    Os representantes visitarão as cidades Turim e Milão, na Itália; de Valência e Barcelona, na Espanha; e Gante e Bruxelas, na Bélgica e vão apresentar projetos como praças agroecológicas.

    Além disso, o objetivo da viagem é o de fazer estudos de casos sobre sistemas alimentares urbanos de forma sustentável com as cidades participantes do Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares (LUPPA), para o desenvolvimento de políticas públicas com as diretrizes do Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana. 

    Horta comunitária

    Cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro, Maricá se tornou uma das referências mundiais em agroecologia e agricultura urbana, após ter participado recentemente do 8º Fórum Global do Pacto de Política Alimentar Urbana de Milão, realizado em 2022, no Rio de Janeiro, e da Conferência da ONU de Mudanças Climáticas, a COP27, que ocorreu mesmo ano, no Egito.

    A cidade fluminense começou a instalar hortas comunitárias em praças públicas em 2020, e já conta com cinco praças agroecológicas, também chamadas de jardins comestíveis. Outras quatro estão previstas. A iniciativa não só oferece alimentos de forma gratuita como também incentiva a população a cultivar em casa.

    As praças contam com 36 canteiros e 60 espécies de plantas, em espaços que incentivam a produção de alimentos orgânicos com técnicas que preservam o meio ambiente.

    Repolho, berinjela, couve, rúcula, rabanete e alface são alguns dos produtos que moradores de Maricá e turistas podem colher e levar para casa, de graça.

    Encontros

    A missão terá encontros bilaterais com representantes dos departamentos da Comissão Europeia envolvidos em ações de fortalecimento de sistemas alimentares urbanos sustentáveis.

    Estão previstas também visitas a projetos e iniciativas, como o Porta Palazzo, que recupera alimentos não vendidos para distribuir gratuitamente e destina resíduos orgânicos para compostagem, na Itália, e iniciativas sobre redução do desperdício de alimentos, fortalecimento a circuitos curtos de produção e consumo, redistribuição de alimentos, hortas pedagógicas e ações que conectam varejo com organizações sociais, na Bélgica.

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