Lula receberá comando temporário do Mercosul com foco no acordo com União Europeia

    Presidência do grupo - formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - terá duração de seis meses

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    Segundo presidente brasileiro, o protecionismo tem dificultado a aprovação do acordo

    Segundo presidente brasileiro, o protecionismo tem dificultado a aprovação do acordo

    30deJunhode2023ás14:44

     O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe, na próxima terça-feira (dia 4), o comando temporário do Mercosul durante a 62ª Cúpula do Mercosul e Países Associados. O evento acontece em Puerto Iguazú, na Argentina.

    A presidência temporária do grupo - formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - terá duração de seis meses e o foco é pela finalização do acordo Mercosul-União Europeia.

    O secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Maurício Carvalho Lyrio, afirmou, ontem, que o governo brasileiro finaliza a avaliação de pontos do acordo Mercosul-União Europeia para apresentar aos parceiros do bloco e depois levar ao grupo econômico europeu.

    A posição crítica do governo brasileiro quanto às recentes exigências da União Europeia para o acordo com o Mercosul também foi destacada pelo diplomata.

    Segundo ele, se trata de "um processo que não é tão rápido, porque os acordos são muito delicados, exigiram um trabalho de coordenação interna muito intenso. O governo, na verdade, se iniciou há seis meses, então é um processo que exige muito cuidado da nossa parte."

    Negociações

    Segundo o Itamaraty, as principais negociações extrarregionais na agenda do Mercosul são o acordo Mercosul-União Europeia; Mercosul-AELC (Associação Europeia de Livre Comércio) grupo de países europeus que não são parte da União Europeia - formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein; e negociações com Singapura, Canadá, Indonésia e Vietnã.

     A secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Maria Padovan, explicou que o Mercosul realiza diálogos com a República Dominicana e El Salvador, e está em processo de implementação com Chile e Colômbia. A Bolívia está em fase de adesão ao bloco.

    Todos os países da América do Sul estão convidados para a Cúpula do Mercosul, nos dias 3 e 4 de julho.

    Até final do ano

    O presidente Luiz Inácio Lula revelou no último sábado (dia 26) que aposta em um comum acordo com a União Europeia na parceria com o Mercosul até o final do ano.

    Segundo presidente brasileiro, o protecionismo tem dificultado a aprovação do acordo.

    “Dos anos 80 para cá, tudo o que as pessoas falavam é de que quanto mais abertura melhor, quanto mais livre comércio melhor, mas quando chega às vezes dos países em desenvolvimento de competir em igualdade de condições, os mais ricos viram protecionistas”, disse.

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