Deputado aciona a PGR e pede a prisão de líder do MST

    Segundo parlamentar, declarações de João Pedro Stedile incitam a desordem e a criminalidade

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    Evair de Melo afirma que “não é admissível que o direito de propriedade seja atacado abertamente."(Foto -  Pedro França/Agência Senado)

    Evair de Melo afirma que “não é admissível que o direito de propriedade seja atacado abertamente."(Foto - Pedro França/Agência Senado)

    26deJaneirode2024ás14:21

    O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) entrou com uma solicitação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para instauração de inquérito e execução de prisão preventiva contra o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile.

    A ação do parlamentar foi motivada pelas recentes declarações de Stedile. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo publicada na última segunda-feira (dia 22), o líder do MST afirmou que as invasões de terras aumentariam em 2024.

    “Se o governo não toma a iniciativa, a crise capitalista continua se aprofundando. O ser humano não é igual ao sapo, que o boi pisa e ele morre sem dizer nada. Vai haver muito mais luta social”, disse o líder na entrevista.

    Para Evair de Melo, as declarações "incitam a desordem e a criminalidade".

     

    O deputado pede ainda a realização de busca e apreensão na sede da organização, quebra do sigilo financeiro e bloqueio das contas do movimento e de seus líderes, além da quebra do sigilo de dispositivos eletrônicos vinculados ao MST.

    No seu pedido para a PGR, Evair de Melo afirma que “não é admissível que o direito de propriedade seja atacado abertamente sem que haja resposta das instituições nacionais”.

    "Impende ressaltar que em 2023 o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, proferiu a mesma notícia, a qual foi concretizada, de que o movimento empreenderá invasões de terras em todos os estados da federação a partir do mês de abril", concluiu no ofício.

    A PGR deve analisar o pedido e determinar se há base legal para a instauração do inquérito.

    Ao longo dos 12 primeiros meses do terceiro governo de Lula, ocorreram pelo menos 71 invasões de terra pelo país

    Governador de Goiás também reage

    O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), também reagiu a declaração de Stédile e afirmou que o MST “não se meta a besta” no estado.

    Caiado disse que a lei será usada com rigor e que não será tolerada nenhuma invasão de prédio público ou privado, de propriedade urbana ou rural. As informações são do jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

    “Em Goiás, bandido muda de profissão ou de Estado”, disse o governador em entrevista à TV BandNews, citando sua ordem às polícias.

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