Quais alimentos ficaram mais caros em março?

    Preços de alguns itens alimentícios foram responsáveis pela inflação de 0,16%

    Por |
    Quais alimentos ficaram mais caros em março?
    10deAbrilde2024ás14:36

    As altas de preços do tomate, banana e da cebola, além dos planos de saúde, foram os principais responsáveis pela inflação de 0,16% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em março deste ano. Em fevereiro, a inflação foi de 0,83%. 

    Os dados foram divulgados hoje (dia 10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    O preço da cebola cresceu 14,34% no mês e o do tomate, 9,85%. A banana prata também teve aumento expressivo, de 7,79%. 

    “Esses três produtos tiveram altas em março influenciadas por uma menor oferta. A gente tem uma questão histórica do aumento dos preços dos alimentos no verão, por conta de altas temperaturas e altos índices de chuvas [que prejudicam as colheitas]. Em 2024, esse efeito foi intensificado por conta do El Niño”, explica o pesquisador do IBGE, André Almeida. 

    Outros alimentos completam a lista dos dez itens alimentícios com maiores altas de preços, são eles: 

    • Açaí (14,20%),
    • alho (7,90%),
    • mamão (6,40%),
    • laranja pera (5,49%),
    • ovo de galinha (4,59%),
    • leite longa vida (2,63%) e
    • refrigerante e água mineral (1,23%). 

     

    Causas 

    Esses aumentos puxaram a inflação dos alimentos no mês (0,53%) e foram alguns dos principais responsáveis pelo IPCA de março. 

    Apesar disso, o grupo alimentação e bebidas teve uma redução em sua taxa em relação a fevereiro, quando havia sido registrado um índice de 0,95%. 

    Plano de saúde 

    Outro item que teve contribuição relevante para a alta de preços de março foi o dos planos de saúde. Ele variou 0,77% no mês. 

    “Isso se refere à apropriação mensal do reajuste autorizado pela ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar]”, avalia Almeida. 

    O grupo saúde e cuidados pessoais teve inflação de 0,43%, resultado influenciado também pela alta dos produtos farmacêuticos (0,52%). 

    O grupo transportes anotou deflação (queda de preços) de 0,33% e ajudou a frear a inflação oficial como um todo, porque o IPCA recuou de 0,83% em fevereiro para 0,16% em março.

    A queda de 9,14% das passagens aéreas foi um dos itens que mais contribuíram para o recuo da taxa de inflação no mês. O gás veicular (-2,21%), o óleo diesel (-0,73%) e a tarifa do ônibus urbano (-0,06%) também tiveram deflação. 

    Comunicação (-0,13%) e artigos de residência (-0,04%) foram outros grupos de despesa com deflação em março. 

    O item educação, que tinha sido o grande responsável pela inflação de fevereiro, com uma taxa de 4,98%, em março acusou uma taxa de apenas 0,14%, também contribuindo para a queda do IPCA. 

    Os demais grupos de despesas apresentaram as seguintes taxas de inflação:

    • habitação (0,19%),
    • vestuário (0,03%) e
    • despesas pessoais (0,33%). 

    Entre as capitais e regiões metropolitanas, a maior alta de preços foi observada em São Luís (0,81%). Porto Alegre foi a única a apresentar deflação (-0,13%). 

    Temas nesta notícia