Produção de laranja na safra 2023/24 teve queda de 2,22%
Cinturão citrícola de SP e MG produziu 307,22 milhões de caixas de 40,8 quilos
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A safra 2023/24 de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro foi de 307,22 milhões de caixas de 40,8 quilos. O número representa uma queda de 2,22% em relação ao registrado na temporada anterior.
Na temporada passada, a produção atingiu 314,21 milhões de caixas. Os dados foram divulgados hoje (dia 10) pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).
As condições climáticas desfavoráveis foram fator determinante para a redução da produção em relação à expectativa inicial, explica o coordenador da Pesquisa de Estimativa de Safra do Fundecitrus, Vinícius Trombin.
“A transição do primeiro semestre chuvoso em 2023 para um déficit de precipitação no segundo semestre, que se prolongou até o fim da temporada em 2024, impactou a produção das laranjeiras”, explica.
Segundo ele, a precipitação média no cinturão nesse período caiu significativamente, enquanto as temperaturas subiram muito desde a chegada do fenômeno El Niño em junho do ano passado. “O que levou a uma maior evapotranspiração e à redução da umidade do solo”, detalha.
Greening
Além disso, o agravamento do greening e a colheita mais acelerada nesta temporada, o que encurtou o período de desenvolvimento das laranjas, também ocasionaram impacto.
“A combinação desses fatores resultou em frutos de tamanhos menores do que o esperado das variedades de meia-estação e tardias. E embora o ritmo acelerado da colheita tenha prejudicado o crescimento das laranjas, também teve um efeito positivo, ajudando a reduzir as perdas de frutos causadas por queda prematura”, comenta Trombin.
Cenário atual: índice de queda de frutos e tamanho dos frutos
O ritmo mais acelerado de colheita foi uma estratégia para diminuir a taxa de queda de frutos e reduzir as perdas na produção, no entanto, a taxa de queda de frutos ainda permaneceu acima dos níveis históricos, especialmente devido ao impacto do greening, explica o Fundecitrus.
A taxa acumulada desde o início da safra foi de 19,0%, e a perda de produção resultante da queda prematura de frutos foi estimada em 72 milhões de caixas.
Dentre os motivos da queda de frutos, o principal nesta safra foi o greening, 8,35% dos 19% totais, o que representa 32 milhões de caixas que caíram prematuramente.
Em seguida, dentre as pragas e doenças, vieram o bicho-furão e as moscas-das-frutas (juntos, 5,05%). Em terceiro lugar, a categoria que abrange a queda natural (2,00%) e a mecânica (1,02%), seguidos por outros fatores.
Em relação ao tamanho médio dos frutos colhidos de todas as variedades, foram necessários 255 frutos para compor uma caixa de 40,8 kg, indicando um aumento de oito frutos em relação à estimativa feita em maio.
O peso médio desses frutos foi de 160 gramas, inferior ao peso inicialmente previsto de 165 gramas, e também menor do que o peso médio dos últimos 10 anos, que é de 163 gramas por fruto.