O que está impulsionando as importações de fertilizantes no Brasil?

    Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta dois fatores

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    O que está impulsionando as importações de fertilizantes no Brasil?
    28deOutubrode2024ás09:51

    A intensificação do conflito no Oriente Médio tem influenciado o ritmo das compras de fertilizantes, conforme aponta o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Em setembro de 2024, as importações de fertilizantes alcançaram 4,6 milhões de toneladas, um aumento de 17,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

    Esse crescimento também é impulsionado pela elevação nos preços da soja e do algodão, além da desvalorização do dólar. 

    O volume acumulado de janeiro a setembro totalizou 31,81 milhões de toneladas, representando um aumento de 10,9% em comparação ao mesmo intervalo de 2023, o que marca o maior registro de setembro na série histórica.

    Diante desse cenário, especialistas recomendam que os agricultores antecipem suas aquisições para evitar possíveis problemas de oferta e aumentos abruptos nos preços dos fertilizantes, como destacado no Boletim Logístico da Conab.

    O boletim também revela que as exportações de milho em setembro atingiram 6,42 milhões de toneladas, um aumento de 5,9% em relação aos 6,06 milhões de toneladas observadas no mês anterior. 

    Esse crescimento é impulsionado pelos elevados estoques do cereal nas empresas e pela necessidade de abrir espaço para a recepção da nova safra.

    Quanto às exportações de soja em setembro, elas chegaram a 6,11 milhões de toneladas, contra 8,04 milhões registradas no mês anterior, representando um decréscimo de 24%. 

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    Essa queda mensal ocorre em um mercado que tem enfrentado flutuações, influenciadas por fatores como o aumento da oferta global e as variações cambiais.

    Fretes

    Na Bahia, em setembro, o transporte de grãos e fertilizantes apresentou variações conforme a região produtora. A praça de Irecê viu alta nos preços, enquanto Barreiras registrou queda e Paripiranga manteve estabilidade seguida de redução. 

    No mercado interno, a comercialização de milho foi fraca, com preços estáveis na faixa de R$ 55,00 por saca.

    No Distrito Federal, em comparação com o mês anterior, os fretes de setembro registraram variações positivas nas praças de Guarujá, em São Paulo, Imbituba, em Santa Catarina, e Paranaguá, no Paraná, com aumentos de 2%, 1% e 2%, respectivamente. 

    As demais rotas apresentaram recuos, com destaque para Uberaba, em Minas Gerais, que teve uma redução de 2%.

    Em Mato Grosso, o mercado de fretes permaneceu próximo à estabilidade em setembro, com variações moderadas, seguindo a tendência observada no mês anterior. 

    Fundamentos

    A situação continua influenciada pelos fundamentos das commodities soja e milho, afetando a intensidade do escoamento e os fretes rodoviários. De maneira geral, a comercialização de soja e milho está atrasada e avançando lentamente, embora os preços estejam subindo gradualmente, oferecendo algumas oportunidades de negócios. 

    Importante ressaltar que ainda há uma quantidade significativa de milho a ser escoado, o que deve manter os fretes rodoviários com suporte nos próximos meses.

    Por fim, em Minas Gerais, os embarques de grãos e sementes em setembro superaram as expectativas para o período do ano. Houve uma demanda considerável para o transporte de soja e milho para os portos de Paranaguá e Vitória, que registraram um bom movimento de fretes de retorno com fertilizantes. 

    As exportações do agronegócio em Minas Gerais atingiram um marco histórico nos primeiros oito meses de 2024, registrando o melhor desempenho desde 1997, início da série histórica. 

    Com um crescimento de 15% na receita e 14% no volume exportado em relação ao ano anterior, o setor alcançou US$ 11,1 bilhões e 12,4 milhões de toneladas embarcadas.

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