Saúde em risco: como saber se a carne está estragada?

    Ontem quatro pessoas foram presas por venda de 800 toneladas de carne submersa em enchentes do RS

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    Saúde em risco: como saber se a carne está estragada?
    23deJaneirode2025ás15:35

    Um caso que gerou indignação no Rio de Janeiro trouxe à tona a importância de identificar carne imprópria para consumo.

    Na última segunda-feira, a Operação Carne Fraca, liderada pela Polícia Civil, prendeu quatro pessoas acusadas de comercializar carne contaminada que havia sido submersa durante as enchentes históricas de Porto Alegre, em maio de 2024.

    As investigações apontaram que cerca de 800 toneladas de carne adquiridas pela empresa Tem Di Tudo Salvados, originalmente destinadas à produção de ração animal, foram redirecionadas para o consumo humano.

    O lucro gerado ultrapassou 1.000%, expondo os consumidores a graves riscos de saúde.

    Como saber se a carne está estragada?

    O consumo de carne imprópria pode causar sérios problemas de saúde, incluindo doenças como salmonelose, listeriose, botulismo e infecção por E. coli.

    Para prevenir intoxicações, é essencial saber identificar quando a carne está em bom estado.

    Aspectos visuais, textura e de odor são fatores que devem ser observados.

    carne estragada

    A carne saudável deve ter coloração característica – vermelha para bovinos, rosada para suínos e branca ou levemente amarelada para aves. Tons marrons, esverdeados ou manchas escuras indicam deterioração.

    Um odor forte é um sinal claro de que o alimento não está apto para consumo. No caso de aves, o cheiro pode ser ainda mais desagradável, lembrando algo podre.

    A presença de uma camada viscosa ou pegajosa na superfície aponta para proliferação bacteriana, assim como áreas com coloração negra ou verde, que indicam crescimento de fungos.

    Dicas de Armazenamento e Segurança

    De acordo com especialistas e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o controle de temperatura é fundamental para evitar a deterioração da carne. 

    • Refrigeração: A carne fresca deve ser mantida entre 0°C e 4°C.

    • Congelamento: Para prolongar a validade, congele o alimento o quanto antes.

    • Embalagens: Utilize recipientes herméticos para minimizar a exposição ao ar e prevenir contaminações.

    Além disso, sempre confira a presença de selos de inspeção, como os emitidos pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) ou órgãos equivalentes, para garantir que o produto foi avaliado por fiscais sanitários.

    Cuidados na Compra

    Para carnes embaladas em bandejas, a atenção à cor e ao aroma é essencial. O prazo de conservação em refrigeradores não deve ultrapassar três dias.

    Outros pontos importantes incluem:

    Verificar se as embalagens estão lacradas e se o selo de inspeção está presente.

    Avaliar a higiene do local de compra. Funcionários devem usar luvas e toucas, e refrigeradores não devem apresentar água acumulada, pois isso pode indicar interrupções na refrigeração.

    carneMoida

    Riscos à Saúde

    Consumir carne estragada pode causar doenças como salmonelose, intoxicação por Clostridium perfringens, botulismo, listeriose e infecção por E. coli.

    Os sintomas mais comuns incluem diarreia, vômitos, náuseas e febre, sendo necessário buscar atendimento médico imediato caso ocorram. 

    Desdobramentos da Operação Carne Fraca

    A operação no Sul Fluminense foi direcionada à empresa Tem Di Tudo Salvados, acusada de adquirir carne submersa durante as enchentes no Rio Grande do Sul.

    Segundo o delegado Wellington Vieira, o produto foi "maquiado para esconder a deterioração provocada pela lama e pela água acumuladas no frigorífico da capital gaúcha".

    A carne bovina, suína e de aves, imprópria para consumo, foi distribuída para açougues e mercados em vários estados do país. Os envolvidos são investigados pelos crimes de associação criminosa, receptação, adulteração e corrupção de alimentos.

    Segundo as autoridades, o caso reforça a importância de fiscalização rigorosa e cuidados na aquisição de alimentos, garantindo a segurança do consumidor.

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