Existe queimada legal? Conheça as regras para o Pantanal e a Amazônia
Uso do fogo em áreas rurais de Mato Grosso terá prazos diferentes
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O uso do fogo em áreas rurais de Mato Grosso terá prazos diferentes de proibição em 2025, conforme o bioma — Amazônia, Cerrado ou Pantanal.
O novo decreto, publicado nesta quinta-feira (28), leva em conta as previsões climáticas para o ano, que indicam risco elevado de incêndios florestais de grandes proporções.
As datas foram definidas após o lançamento do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais:
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Pantanal – 1º de junho a 31 de dezembro
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Amazônia – 1º de julho a 30 de novembro
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Cerrado – 1º de julho a 30 de novembro
A norma também declara situação de emergência ambiental e institui uma Sala de Situação Central, vinculada à Secretaria de Segurança Pública (Sesp), para coordenar ações de monitoramento e resposta aos incêndios.
O decreto foi assinado durante o lançamento do plano, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, pelo governador Mauro Mendes.

Mudanças climáticas e proibição da queima controlada
As restrições levam em conta a previsão de condições climáticas adversas, como estiagens prolongadas, altas temperaturas, ondas de calor, baixa umidade do ar e ventos intensos — fatores que favorecem a propagação do fogo.
Durante o período de proibição, as licenças para queima controlada, emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), ficam suspensas. Já em áreas urbanas, o uso do fogo continua proibido durante todo o ano.
A exceção são as queimas realizadas ou supervisionadas por instituições públicas responsáveis pela prevenção e combate a incêndios florestais.
A situação de emergência ambiental também varia conforme a região:
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Centro-Sul, Sudeste e Sudoeste de MT (incluindo o Pantanal) – março a dezembro
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Nordeste de MT – abril a dezembro
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Norte do Estado – abril a novembro
Entre as medidas autorizadas está a contratação de brigadistas para a Temporada de Incêndios Florestais (TIF) de 2025, em apoio ao Corpo de Bombeiros nas regiões mais afetadas.
A Sala de Situação Central funcionará de 1º de junho a 31 de dezembro, sob coordenação dos Bombeiros, como órgão consultivo e deliberativo nas ações de resposta.
Investimento de R$ 125 milhões contra incêndios e desmatamento
O governo de Mato Grosso destinou R$ 125 milhões para ações de combate ao desmatamento ilegal e incêndios florestais em 2025. O anúncio foi feito também nesta quinta-feira (28), durante a apresentação do plano de ação elaborado pelo Comitê Estratégico para o Combate do Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Incêndios Florestais (Cedif).
Presidido pelo governador Mauro Mendes, o comitê reúne órgãos estaduais, federais, Forças Armadas e entidades ligadas à proteção ambiental.
O plano contempla ações de gestão, monitoramento, fiscalização, responsabilização, prevenção, combate, comunicação e proteção da fauna. A maior parte dos recursos será direcionada à prevenção e combate direto, incluindo:
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Abertura de aceiros
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Monitoramento por satélites em tempo real
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Ações educativas
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Contratação de brigadistas
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Criação de salas de situação descentralizadas
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Construção de um centro de triagem e reabilitação de animais silvestres

“O aumento dos investimentos demonstra nosso compromisso com a preservação ambiental e o combate aos crimes ambientais. Contamos com a parceria do Governo Federal e da iniciativa privada para estruturar ações efetivas”, afirmou Mauro Mendes.
Mais de 1.000 militares mobilizados
Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Gledson Bezerra, mais de 1.080 militares devem ser mobilizados em 2025. O plano ainda prevê a atuação de 90 brigadistas municipais e 150 estaduais.
As ações contarão com apoio logístico de:
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28 máquinas pesadas da Secretaria de Infraestrutura
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Oito aeronaves (duas dos Bombeiros e seis alugadas pela Defesa Civil)
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Um helicóptero do Ciopaer
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Mais de 80 viaturas para operações em solo
Bezerra também apresentou os resultados das ações de 2024 e anunciou novas iniciativas, como:
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Programa de educação ambiental para alunos da rede pública e privada
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Cadastro de recursos da iniciativa privada para apoio às operações
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Incentivo à redução de incêndios em áreas indígenas
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Estudos técnicos e programa de resgate da fauna
O secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, destacou a integração entre os órgãos e os investimentos robustos feitos pelo governo. “Esse esforço conjunto é essencial para os bons resultados alcançados nos últimos anos”, disse.
O Cedif é composto por secretarias estaduais, forças de segurança, Ibama, ICMBio, Funai, Incra, Ministério Público (Estadual e Federal), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas.