Minerva Foods reverte prejuízo e lucra R$ 185 milhões no 1º trimestre de 2025

    Demanda externa e novas habilitações impulsionam desempenho da companhia

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    Minerva Foods reverte prejuízo e lucra R$ 185 milhões no 1º trimestre de 2025
    08deMaiode2025ás10:27

    A Minerva Foods encerrou o primeiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 185 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 186,2 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

    O desempenho reflete a combinação de demanda aquecida no mercado internacional, avanço na integração de novos ativos e aumento nas exportações para mercados estratégicos como China, Estados Unidos e Canadá.

    A receita líquida da companhia cresceu 55,8% na comparação anual e somou R$ 11,2 bilhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 962,5 milhões, alta de 53,1%.

    Segundo a administração, os números representam recordes trimestrais de receita e Ebitda.

    “O resultado líquido alcançou R$ 185 milhões no 1T25. No acumulado dos últimos 12 meses, a receita líquida chegou a R$ 38,1 bilhões e o Ebitda totalizou R$ 3,5 bilhões (ou R$ 4,3 bilhões pro forma), com margem de 9,1%, refletindo a excelência operacional, comercial e financeira da companhia”, destacou a empresa no relatório. 

    Alta nas vendas e exportações

    No período, o volume total de vendas atingiu 414,6 mil toneladas, um avanço de 19,8% em relação ao 1T24. O abate de bovinos somou 1,4 milhão de cabeças — crescimento de 39% frente ao mesmo trimestre de 2024 e de 20% ante o 4T24. Em 12 meses, o número total de abates chegou a 4,8 milhões de cabeças, aumento de 18%.

    Na operação australiana, a companhia registrou abate de 960 mil ovinos no 1T25, alta de 6% na base anual. No acumulado de 12 meses, foram 3,7 milhões de ovinos abatidos no país.

    A empresa informou que 57% da receita bruta no acumulado em 12 meses teve origem no mercado externo, com destaque para Estados Unidos e China, que representaram 35% e 15% da receita de exportação, respectivamente.

    “Mesmo com a sazonalidade do início do ano, tivemos desempenho impulsionado pela aceleração do mercado chinês e pelas restrições de oferta de carne bovina nos Estados Unidos, que enfrentam um dos piores ciclos pecuários da história”, destacou a Minerva.

    Novas habilitações e crescimento na América do Sul

    A companhia informou que quatro de suas plantas — no Brasil e na Colômbia — foram habilitadas para exportação à China em 2024, além de uma nova unidade no Brasil autorizada para vender aos Estados Unidos. Recentemente, outras três unidades no Paraguai também foram habilitadas para exportar ao Canadá.

    A Minerva ressaltou que segue otimista com o cenário na América do Sul, especialmente no Brasil e no Paraguai, que apresentam boa oferta de gado, reforçando as perspectivas para o ciclo pecuário na região.

    Mercado interno e dívida

    No mercado interno, a companhia reportou receita bruta de R$ 5,3 bilhões no trimestre, impulsionada pela boa disponibilidade de matéria-prima e fortalecimento das marcas. 

    Apesar dos resultados operacionais positivos, a dívida líquida da Minerva cresceu 73,3% na comparação anual, atingindo R$ 15,6 bilhões. A alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) subiu para 3,7 vezes, aumento de 0,9 ponto percentual. 

    O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 514,2 milhões no trimestre, após investimentos, pagamento de juros e capital de giro. No acumulado dos últimos 12 meses, porém, o fluxo de caixa livre permaneceu positivo em R$ 1,5 bilhão. Desde 2018, a Minerva afirma ter gerado R$ 8,5 bilhões em caixa livre. 

    Projeções para 2025

    A Minerva projeta receita líquida entre R$ 50 bilhões e R$ 58 bilhões para o exercício de 2025. As estimativas foram divulgadas por meio do Formulário de Referência reapresentado à Comissão de Valores Mobiliários, em conformidade com a RCVM 80.

    A companhia reforça que as metas são baseadas em premissas racionais e refletem ambições da administração. O cumprimento das projeções depende de fatores como integração dos ativos adquiridos, condições macroeconômicas, oferta de crédito, gestão financeira e desempenho nos países em que atua.

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