Copom inicia reunião decisiva para definir nova Selic

    Banco Central avalia inflação, contas públicas e cenário externo antes de decidir os rumos da taxa de juros

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    Copom inicia reunião decisiva para definir nova Selic
    16deSetembrode2025ás09:09

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou nesta terça-feira (16) a reunião que vai definir a taxa básica de juros da economia, a Selic.

    O encontro segue até quarta-feira (17) e, como de praxe, reúne o presidente do BC e seus diretores a cada 45 dias para avaliar o cenário econômico e decidir os rumos da política monetária.

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    Na reunião anterior, em 29 e 30 de julho, o Copom decidiu interromper o ciclo de alta e manteve a Selic em 15% ao ano. 

    A decisão foi justificada pelo aumento das incertezas no cenário internacional, especialmente diante das políticas comerciais e fiscais dos Estados Unidos, além do fato de a inflação permanecer acima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    Fatores em análise

    De acordo com o BC, as reuniões seguem um processo técnico que inclui apresentações do corpo funcional da instituição. São avaliadas variáveis como inflação, atividade econômica, contas públicas, condições de liquidez e comportamento dos mercados. Também entram na análise as perspectivas para a economia brasileira e mundial.

    Todos os membros do comitê votam ao final da reunião, e os votos são divulgados posteriormente. As atas são publicadas em até quatro dias úteis.

    Importância da Selic

    A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    Quando a taxa é elevada, o crédito fica mais caro, o que tende a frear a demanda e conter a alta dos preços, ao mesmo tempo em que estimula a poupança. 

    Já cortes na Selic costumam baratear o crédito e estimular consumo e produção, mas reduzem o controle da inflação.

    Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na definição dos juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro. Por isso, a decisão do Copom tem efeito direto, mas não exclusivo, sobre o custo do crédito e o ritmo da economia.

     

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