'Errei': Tarcísio de Freitas pede desculpas após fala sobre crise do metanol em São Paulo

    Governador reconheceu o erro depois de comentário que gerou reação pública em meio ao aumento dos casos de intoxicação

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    'Errei': Tarcísio de Freitas pede desculpas após fala sobre crise do metanol em São Paulo
    08deOutubrode2025ás10:17

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu desculpas nesta terça-feira (7) após uma declaração considerada infeliz durante coletiva sobre os casos de envenenamento por metanol no estado.

    Na segunda-feira (6), ao comentar as investigações sobre bebidas adulteradas, ele afirmou que só “se preocuparia” se chegassem a falsificar a Coca-Cola — frase que gerou forte reação pública. “E eu só tomo o sabor original”, completou o governador.

    A fala ocorreu em um momento em que autoridades brasileiras tentam conter um surto de intoxicações por bebidas alcoólicas adulteradas.

    O Estado de São Paulo contabiliza, até agora, três mortes relacionadas ao consumo de metanol, além de 18 casos confirmados e outros 158 em investigação.

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    De acordo com o Ministério da Saúde, o país registra 17 casos confirmados de intoxicação por metanol; 2 mortes confirmadas até o momento e mais 12 mortes suspeitas.

    Após a repercussão, Tarcísio reconheceu o erro. Em nota e em vídeo publicados nas redes sociais, disse ter feito “uma brincadeira para descontrair a coletiva” que “foi mal interpretada” e admitiu: “errei”, pedindo perdão às famílias das vítimas, aos comerciantes afetados e a quem se sentiu ofendido pela fala.

    O governador reforçou que sua intenção não foi minimizar a gravidade do episódio e reafirmou o compromisso do governo com as investigações e as medidas de prevenção.

    Reação

    A reação pública foi imediata. Jornalistas, parlamentares e usuários nas redes apontaram que o tom descontraído foi inadequado ao momento, diante do contexto de mortes e hospitalizações.

    Para analistas e opositores, declarações desse tipo podem abalar a confiança da população nas autoridades em meio a uma crise sanitária e às vésperas de uma eleição presidencial — cenário em que Tarcísio é visto como principal nome da oposição à reeleição de Lula.

    Autoridades sanitárias e policiais seguem investigando a origem das bebidas adulteradas, com bloqueios, fiscalizações e orientações à população para evitar o consumo de produtos sem procedência comprovada.

    Uma questão de linguagem

    O episódio é ilustrativo e mostra um risco clássico na gestão de crises: o peso das palavras. Em situações de emergência sanitária, até uma tentativa de descontração pode virar foco de polêmica e afetar a percepção pública sobre a seriedade das ações governamentais.

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