Raios causam incêndios na Chapada dos Veadeiros e em fazenda de algodão no MT
Descargas elétricas voltam a provocar queimadas em Goiás e causam prejuízos a produtores rurais em Mato Grosso
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Raios voltaram a provocar estragos no Centro-Oeste.
Em Goiás, um novo foco de incêndio atinge o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reacendendo áreas que já haviam sido devastadas no início do ano.
Já em Mato Grosso, uma descarga elétrica atingiu uma fazenda e incendiou 400 fardos de algodão em Primavera do Leste.
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Chapada dos Veadeiros volta a registrar queimadas
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) confirmou que o incêndio na Chapada dos Veadeiros foi causado por raios que atingiram a região durante as recentes chuvas.
Até esta sexta-feira (17), a área afetada pelo novo foco de fogo já chega a 1,5 mil hectares.
Na primeira frente de incêndios, iniciada em 28 de janeiro, o fogo havia consumido mais de 112 mil hectares, sendo 900 ha dentro do parque e 653,4 ha adicionais desde terça-feira (14), após as descargas elétricas.
O ICMBio informou que o incêndio começou próximo à Serra do Santana, uma das áreas de visitação do parque. Por precaução, as travessias foram temporariamente fechadas, sendo reabertas parcialmente nesta sexta (17), após avaliação das condições de segurança.
“As trilhas de uso diário, que não exigem pernoite, permanecem abertas normalmente ao público”, informou o ICMBio em nota.
Equipes de combate atuam com o apoio de 30 brigadistas, dois helicópteros e dois aviões, além do uso de drones para monitoramento.
Atualmente, há duas frentes de atuação: uma na área do Rio Preto e outra próxima à Fazenda Procópio, no município de Colinas do Sul.
A operação reúne 215 pessoas, entre brigadistas do ICMBio, do Prevfogo/Ibama e voluntários.
Raio destrói fardos de algodão em fazenda de Mato Grosso
Em Primavera do Leste (MT), um raio atingiu uma árvore e provocou um incêndio que destruiu cerca de 400 fardos de algodão na Fazenda Sonho Verde, localizada às margens da rodovia MT-130.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), o fogo começou por volta das 20h30 de quinta-feira (16) e se espalhou rapidamente devido à alta inflamabilidade do algodão.

Mais de 50 funcionários da fazenda atuaram nos primeiros minutos para tentar conter as chamas, utilizando três caminhões-pipa, três pás carregadeiras e uma retroescavadeira.
A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) empregou uma técnica pouco convencional: o abafamento com terra, aliado ao combate direto com água.
Uma viatura Auto Tanque, com capacidade para 20 mil litros de água, foi usada para resfriar os fardos enquanto as máquinas os enterravam em uma vala aberta na propriedade.
Graças à ação conjunta, os bombeiros conseguiram preservar mais de 4 mil fardos de algodão armazenados. Ninguém ficou ferido.
Risco permanece
Os dois casos reforçam o alerta de que, mesmo com o início das chuvas, os raios continuam sendo uma das principais causas de incêndios em áreas rurais e unidades de conservação no Brasil.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro-Oeste segue sob influência de instabilidades atmosféricas e alta incidência de descargas elétricas, o que exige atenção redobrada de produtores e autoridades ambientais.