Seguro rural deve recuar 2,7% em 2025, projeta CNseg
Bloqueio no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural limita adesão de produtores
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A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) projeta queda de 2,7% na arrecadação do seguro rural em 2025, reflexo direto dos cortes no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
O bloqueio de R$ 354,6 milhões do orçamento previsto de R$ 1,06 bilhão, anunciado em junho pelo governo federal, reduziu a capacidade de contratação de novas apólices e interrompeu a tendência de crescimento observada até 2024.
Segundo a CNseg e a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), o recuo já é perceptível: entre janeiro e agosto, o seguro rural arrecadou R$ 8,7 bilhões, retração de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As indenizações também caíram, somando R$ 3,1 bilhões, queda de 7,5%.
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Alerta
O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, alertou para o risco de continuidade desse cenário caso o modelo atual de financiamento do PSR não seja revisto.
“Grande parte dos recursos previstos sequer é executada, o que compromete a proteção dos pequenos e médios produtores, justamente os mais vulneráveis a perdas. É preciso ampliar os mecanismos de cobertura, pois, sem expansão e maior previsibilidade dos fundos, o setor agropecuário corre sérios riscos nos próximos anos”, afirmou.
Atualmente, apenas 2,3% dos 97 milhões de hectares plantados no país possuem cobertura de seguro rural — proporção bem inferior aos 16% registrados em anos anteriores.
“Mais de 90% da área coberta pertence a pequenos e médios produtores. A situação fiscal do país é difícil, mas continuamos trabalhando junto ao Congresso e ao governo pra reverter isso”, completou Oliveira.