Petrobras tem lucro de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre e anuncia dividendos de R$ 12,16 bilhões
Resultado reflete avanço da produção, controle de custos e fluxo de caixa robusto; pagamentos aos acionistas ocorrerão no início de 2026
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A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025, segundo balanço divulgado na noite desta quinta-feira (6).
O resultado representa um aumento de 23% em relação ao trimestre anterior, impulsionado pela produção média de 3,14 milhões de barris de óleo equivalente por dia e por uma leve alta nas cotações internacionais do petróleo.
O fluxo de caixa operacional somou R$ 53,7 bilhões (US$ 9,9 bilhões) no período, refletindo o desempenho consistente da operação.
“A Petrobras está gerando resultados financeiros positivos e retorno aos seus acionistas, mesmo diante do novo patamar de preços do petróleo”, afirmou o diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Fernando Melgarejo.
Eficiência e avanço do pré-sal
De acordo com Melgarejo, a companhia aumentou a eficiência e reduziu o número de paradas programadas, o que contribuiu para os bons resultados.
Ele destacou ainda que o FPSO Almirante Tamandaré superou sua capacidade nominal de produção.
“São diversas frentes de trabalho que se traduzem em resultados concretos para a companhia, seus acionistas e para a sociedade brasileira”, afirmou.
Nos nove primeiros meses de 2025, a estatal recolheu quase R$ 200 bilhões em tributos e aprovou R$ 12,16 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio. A empresa reforçou que a maior parte dos investimentos segue concentrada no segmento de exploração e produção, com foco no pré-sal — especialmente nas novas unidades dos campos de Búzios, Atapu e Sépia.
Dividendos e política de remuneração
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a distribuição de R$ 12,16 bilhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,94320755 por ação ordinária e preferencial, referentes ao exercício de 2025.
A remuneração está em linha com a Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento bruto está abaixo de US$ 75 bilhões.
Os pagamentos ocorrerão em duas parcelas, nos dias 20 de fevereiro e 20 de março de 2026, cada uma de aproximadamente R$ 0,47 por ação.
Terão direito aos proventos os acionistas posicionados em 22 de dezembro de 2025 (na B3) e 26 de dezembro de 2025 (na NYSE). As ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 23 de dezembro.
Para os detentores de ADRs, os pagamentos serão feitos em 27 de fevereiro e 27 de março de 2026. A definição final sobre a forma de distribuição — entre dividendos e juros sobre capital próprio — será comunicada ao mercado até 11 de dezembro