Petrobras tem lucro de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre e anuncia dividendos de R$ 12,16 bilhões

    Resultado reflete avanço da produção, controle de custos e fluxo de caixa robusto; pagamentos aos acionistas ocorrerão no início de 2026

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    Petrobras tem lucro de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre e anuncia dividendos de R$ 12,16 bilhões
    07deNovembrode2025ás10:40

    A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025, segundo balanço divulgado na noite desta quinta-feira (6). 

    O resultado representa um aumento de 23% em relação ao trimestre anterior, impulsionado pela produção média de 3,14 milhões de barris de óleo equivalente por dia e por uma leve alta nas cotações internacionais do petróleo.

    O fluxo de caixa operacional somou R$ 53,7 bilhões (US$ 9,9 bilhões) no período, refletindo o desempenho consistente da operação.

    “A Petrobras está gerando resultados financeiros positivos e retorno aos seus acionistas, mesmo diante do novo patamar de preços do petróleo”, afirmou o diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Fernando Melgarejo. 

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    Eficiência e avanço do pré-sal 

    De acordo com Melgarejo, a companhia aumentou a eficiência e reduziu o número de paradas programadas, o que contribuiu para os bons resultados.

    Ele destacou ainda que o FPSO Almirante Tamandaré superou sua capacidade nominal de produção.

    “São diversas frentes de trabalho que se traduzem em resultados concretos para a companhia, seus acionistas e para a sociedade brasileira”, afirmou. 

    Nos nove primeiros meses de 2025,  a estatal recolheu quase R$ 200 bilhões em tributos e aprovou R$ 12,16 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio. A empresa reforçou que a maior parte dos investimentos segue concentrada no segmento de exploração e produção, com foco no pré-sal — especialmente nas novas unidades dos campos de Búzios, Atapu e Sépia. 

    Dividendos e política de remuneração 

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a distribuição de R$ 12,16 bilhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,94320755 por ação ordinária e preferencial, referentes ao exercício de 2025.

    A remuneração está em linha com a Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento bruto está abaixo de US$ 75 bilhões. 

    Os pagamentos ocorrerão em duas parcelas, nos dias 20 de fevereiro e 20 de março de 2026, cada uma de aproximadamente R$ 0,47 por ação.

    Terão direito aos proventos os acionistas posicionados em 22 de dezembro de 2025 (na B3) e 26 de dezembro de 2025 (na NYSE). As ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 23 de dezembro.

    Para os detentores de ADRs, os pagamentos serão feitos em 27 de fevereiro e 27 de março de 2026. A definição final sobre a forma de distribuição — entre dividendos e juros sobre capital próprio — será comunicada ao mercado até 11 de dezembro

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