Produtor deve ficar atento: 2026 deve ter mais extremos no clima

Segundo a Climatempo, oscilações atmosféricas e oceânicas devem provocar alternância entre calor fora de época, períodos secos, chuvas irregulares e episódios de frio ao longo do ano

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Produtor deve ficar atento: 2026 deve ter mais extremos no clima
13deJaneirode2026ás17:00

Em 2026, o produtor rural deve ficar atento a um ano marcado por maior instabilidade climática do que em 2025.

Segundo a Climatempo, a combinação de fenômenos atmosféricos e oceânicos, como La Niña, formação de El Niño e oscilações de curto prazo, tende a provocar alternância entre calor intenso, períodos de seca e episódios de frio fora de época ao longo dos próximos meses.

Após um 2025 que entrou para a história no Brasil por conta de incursões frequentes de massas de ar polar, episódios de vento extremo e a ocorrência de eventos severos ao longo das estações, o ano de 2026 tem previsão de ser ainda mais instável do ponto de vista climático.

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A avaliação é da Climatempo, que aponta a atuação combinada de La Niña, a formação de El Niño e outros fatores atmosféricos e oceânicos como elementos que devem marcar o comportamento do tempo ao longo dos próximos meses.

“O ano de 2026 será marcado por diversos fenômenos e fatores atmosféricos e oceânicos que trarão oscilações durante os 12 meses, dificultando as previsões de longo prazo e requerendo que governos e empresas trabalhem com monitoramento e informação meteorológica e climática, a fim de reduzir riscos e minimizar impactos”, afirma o meteorologista Vinicius Lucyrio, da Climatempo.

 Segundo ele, os setores mais vulneráveis são os de energia, abastecimento, agronegócio, logística e infraestrutura.

Alternância de calor e chuvas irregulares no verão

O calor intenso registrado neste verão não deverá se restringir apenas a esta estação. A previsão é que 2026 volte a registrar temperaturas acima das médias dos dois últimos anos.

“Os períodos quentes tendem a ser bem quentes, e os períodos de veranico irão se alternar com chuvas fortes e queda de temperatura. A previsão é de alternância entre períodos temperaturas mais altas e mais secos, até mesmo com ondas de calor, com períodos mais úmidos, menos quentes e fortes chuvas”, antecipa Lucyrio.

A segunda metade do outono e o começo do inverno — entre maio e o início de julho — também devem ser marcados por extremos de temperatura, com quedas significativas dos termômetros no Centro-Sul do país, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e todos os estados da região Sul.