Saiba quem são os ministros de Lula que devem deixar o governo em 2026
São mais de 20 ministros com previsão de debandada. Objetivo principal é a disputa das eleições de outubro e a abertura de palanques regionais para Lula
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O ano de 2026 começou agitado em Brasília, num movimento que deve redesenhar não apenas o corpo ministerial do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o mapa político brasileiro para as eleições deste ano.
São mais de 20 ministros do governo previstos para a debandada até o mês de abril, quando termina o prazo previsto em lei para a chamada desincompatibilização de quem está de olho nas eleições de outubro.
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A saída em massa é motivada pela busca de cadeiras no Senado e na Câmara dos Deputados e em governos estaduais, além de estratégias para fortalecer a base política de Lula e a formação de palanques em estados estratégicos para a campanha eleitoral.
Segundo apurações de analistas políticos, pelo menos 20 ministros já sinalizaram intenção de deixar seus cargos. A se confirmar, será a maior reforma no primeiro escalão em governos recentes, e coloca Lula diante do desafio de manter a governabilidade com secretários-executivos e nomes técnicos à frente de pastas importantes durante a campanha política.
Quem deve sair
Gleisi Hoffmann - Relações Institucionais
A ministra responsável pela articulação política junto ao Congresso deve deixar a pasta para candidatar-se ao Senado Federal pelo Paraná.
Sua saída é considerada uma das mais sensíveis, já que a pasta costuma coordenar acordos entre o Executivo e o Legislativo, e fica em aberto quem assumirá a articulação política durante a campanha.
Rui Costa - Casa Civil
Um dos principais auxiliares de Lula, Rui Costa (PT-BA) está cotado para disputar vaga ao Senado ou mesmo para o governo da Bahia, embora sua situação exata ainda dependa de articulações locais. A saída dele é estratégica para manter a presença política do PT em um estado tradicionalmente petista.
Simone Tebet - Planejamento (Orçamento)
A ministra do MDB deve deixar a pasta para disputar mandato de Senadora, possivelmente em um estado como São Paulo ou outro reduto competitivo, após ter perdido espaço em seu estado de origem, o Mato Grosso do Sul.
Sidônio Palmeira - Secretaria de Comunicação (Secom)