Tereos inicia safra 2026/27 e projeta moagem de 18 milhões de toneladas
Companhia reorganiza operação, amplia uso de tecnologia no campo e aposta em eficiência para enfrentar cenário de preços pressionados
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A Tereos iniciou a safra 2026/27 com expectativa de moer 18 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em suas unidades no Brasil.
A projeção, segundo a empresa, vem ancorada em uma estratégia que combina ganhos operacionais, ajustes no modelo produtivo e maior uso de tecnologia no campo.
Para sustentar esse plano, a companhia consolidou sua operação em cinco unidades industriais no noroeste de São Paulo. A reorganização busca aumentar a eficiência nas frentes agrícola, industrial e logística, além de reforçar a estrutura de capital da empresa.
No campo, o planejamento agrícola foi ajustado para lidar com a maior variabilidade climática, sobretudo os períodos de estiagem.
Segundo a empresa, o modelo já começa a gerar ganhos de produtividade, apoiado na integração entre tecnologia e práticas sustentáveis.
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Entre as ferramentas adotadas estão a aplicação localizada de vinhaça, que melhora o aproveitamento de nutrientes e reduz a dependência de fertilizantes minerais, o controle biológico de pragas e o uso de drones na aplicação de maturadores.
A operação também passou a contar com sensores embarcados em equipamentos, capazes de identificar falhas no plantio e aumentar a precisão das atividades.
“Mesmo em um contexto desafiador, marcado pela tendência de preços baixos no mercado de açúcar, iniciamos a safra 26/27 confiantes em nossa capacidade de entregar resultados sólidos e agregar valor ao negócio. Sustentamos nossas operações em um modelo de gestão forte, construído ao longo dos últimos ciclos e ancorado em nosso compromisso com a segurança, as pessoas, a inovação e sustentabilidade de nossos processos”, afirma Pierre Santoul, diretor-presidente da Tereos Brasil.
Sustentabilidade e certificações
Na safra 2025/26, a Tereos avançou na agenda ambiental com a renovação e a conquista de certificações, como a ISCC CORSIA Low LUC Risk, voltada à produção sustentável de etanol. O selo atesta que o biocombustível produzido na unidade Mandu, em Guaíra (SP), não gera emissões associadas à mudança indireta no uso da terra.
A empresa também ampliou o número de fornecedores certificados pela plataforma FSA-SAI (Farm Sustainability Assessment). Atualmente, são 26 fornecedores, que somam mais de 3 milhões de toneladas de cana certificada.
Segundo a companhia, 68,19% da cana processada já conta com certificação de sustentabilidade, refletindo o avanço na estruturação de uma cadeia produtiva mais alinhada a critérios ambientais.
Tecnologia e operação em tempo real
Uma das novidades para a nova safra é a integração da chamada Torre de Tratos ao COA (Centro de Operações Agroindustriais). Com isso, dados capturados diretamente no campo — como mapas de aplicação, velocidade de operação e tempo de motor ocioso — passam a alimentar análises em tempo real.
Na prática, o sistema permite identificar falhas ou sobreposições de aplicação e ajustar decisões com mais agilidade, com impacto direto na eficiência operacional e na produtividade.
Além disso, a companhia renovou parte da frota agrícola para a safra 2026/27, com a aquisição de 23 tratores e 11 colhedoras.
O objetivo é manter os equipamentos dentro da melhor janela técnica e econômica, reduzindo falhas, aumentando a disponibilidade e garantindo maior estabilidade ao ritmo das operações.