Ele começou na enxada. Hoje ensina tudo sobre máquinas agrícolas

De origem na agricultura familiar à atuação internacional, engenheiro mecânico transforma experiência prática em conhecimento aplicado sobre máquinas no campo

Da roça sem trator à mecanização no campo, Rafael Nascimento construiu uma trajetória que hoje conecta prática, técnica e eficiência nas máquinas agrícolas.

Da roça sem trator à mecanização no campo, Rafael Nascimento construiu uma trajetória que hoje conecta prática, técnica e eficiência nas máquinas agrícolas.

01deAbrilde2026ás14:10

Quem vê hoje o engenheiro mecânico Rafael Nascimento, que tem passagem por 38 países, mais de 300 máquinas agrícolas inspecionadas e milhares de alunos impactados, dificilmente imagina o começo duro que ele teve no campo.

Antes da tecnologia, da mecanização e da visão global do agro, a realidade era outra: enxada, foice, carroça e trabalho manual desde a infância, dentro de uma pequena propriedade de café.

É dessa origem que nasce a trajetória de quem hoje transforma conhecimento técnico em ferramenta prática para quem vive do campo — e que agora estreia como colunista no Agrofy News, com uma leitura direta, sem filtro, sobre os bastidores das máquinas e da eficiência no agro.

Filho de pequeno cafeicultor, Rafael cresceu dentro da agricultura familiar e começou cedo, a trabalhar na roça. O contato com o campo não veio como escolha, mas como realidade.

“Eu cresci no agro. Meu pai é um pequeno cafeicultor. A gente viveu na agricultura familiar, a minha infância toda. E desde os meus 10, 12 anos de idade, eu já ajudava meu pai na roça. Então, esse meio do agro, ele sempre foi comum para mim”, lembra.

rafael nascimento, da enxada a tecnologia

Segundo Rafael, era um agro distante da mecanização que ele conhece hoje.

“A gente trabalhava com carroça, com cavalo, não tinha trator, o nosso trator era o nosso cavalo, enxada, foice, não tinha nada mecanizado e a gente cultivava o café na mão. Esse foi o meu começo do agro, vindo já da minha família.”

Rafael permaneceu no campo até os 19 anos. Ao redor dele, o destino parecia definido: seguir na propriedade da família, como todos faziam. Mas ele decidiu sair. “E aí eu trabalhei na roça com o meu pai até os meus 19 anos, dos 19 anos aos 20 anos eu foquei para fazer vestibular e aí eu me distanciei por um ano da roça, que inclusive foi um processo bem difícil.” 

>> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP

>> ENCONTRE PRODUTOS E SOLUÇÕES PARA O AGRO NO AGROFY MARKET

Segundo ele, o contexto tornava a decisão ainda mais pesada. “Morava numa cidade pequena, todos os meus amigos trabalhavam na roça junto com os pais, herdavam o negócio da família, mas era a propriedade pequena.”

Mesmo assim, mudou de rota. “Eu decidi seguir outro caminho e estudar para fazer engenharia mecânica. Aí estudei, passei, vim para Uberlândia, fiz engenharia mecânica.”

rafael nascimento, da enxada a tecnologia2

O retorno ao agro. Agora com máquinas

O distanciamento do campo durou pouco. No fim da graduação, veio o reencontro, agora em outro patamar.

“E no final do curso de engenharia eu entrei numa concessionária da John Deere, onde eu voltei a trabalhar com o agro, mas agora focado na parte mecanizada das máquinas agrícolas.”

Era a transição definitiva: da enxada para a tecnologia. A virada mais importante da trajetória veio quando tudo saiu do controle.

Rafael deixou o emprego para tentar um intercâmbio nos Estados Unidos. Já estava com contrato fechado.

“Depois deu uns contratempos, eu tentei fazer um intercâmbio para os Estados Unidos, que não deu certo.”