Brasil-UE: “Em 15 dias os esclarecimentos serão dados”, diz Geraldo Alckmin

    Durante o Congresso Abramilho, vice-presidente afirmou que Brasil enviará esclarecimentos técnicos ao bloco europeu em meio a tensões comerciais envolvendo o agronegócio

    Brasil-UE: “Em 15 dias os esclarecimentos serão dados”, diz Geraldo Alckmin
    13deMaiode2026ás11:27

    O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta-feira (13), durante o 4º Congresso Abramilho, em Brasília, que o governo brasileiro deve apresentar em até 15 dias uma resposta técnica à União Europeia sobre os questionamentos e restrições levantados pelo bloco europeu em relação ao agronegócio brasileiro.

    Na última terça-feira (12), a União Europeia anunciou que vai retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu a partir de setembro de 2026.

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    Segundo ele, o tema vem sendo tratado diretamente com representantes europeus e a expectativa é reduzir as tensões comerciais envolvendo questões sanitárias e ambientais.

    “Já teve uma reunião agora cedo do embaixador Pedro Costa e Silva, que é o nosso representante na Comissão Europeia. Em 15 dias os esclarecimentos vão ser dados, todas as informações técnicas”, declarou.

    Alckmin afirmou que as relações comerciais internacionais costumam ser marcadas por disputas e pressões entre os países.

    Ao comentar o cenário externo, ele também citou as negociações em andamento com os Estados Unidos após o aumento de tarifas e as discussões envolvendo a chamada Seção 301.

    “Essa relação comercial é sempre sem monotonia, sempre estressante. Tivemos nos Estados Unidos, com o tarifaço, a sessão 301 ainda nos preocupa, mas está bem equacionado, bem encaminhado”, afirmou.

    Seção 301

    A Seção 301 é um dispositivo da Lei de Comércio americana instituída em 1974. Ela apura possíveis práticas desleais cometidas por países estrangeiros, que acabam por afetar o comércio dos EUA.

    Durante o discurso, o vice-presidente destacou ainda que o Mercosul voltou a ampliar sua agenda internacional após mais de uma década sem novos acordos comerciais relevantes. Ele mencionou os acordos firmados com Singapura e com os países da EFTA — grupo formado por Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia — além das negociações com a União Europeia.

    “O Mercosul não fazia acordo há mais de uma década. Fizemos acordo com Singapura, com EFTA, Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia. Agora a União Europeia, que é o maior acordo entre blocos do mundo”, disse.

    Segundo Alckmin, parte das resistências europeias está ligada a preocupações ambientais e sanitárias relacionadas à produção agropecuária brasileira. Ele afirmou, porém, que os mecanismos previstos nas negociações trazem garantias para ambos os lados.

    “Tinha uma resistência na Europa, especialmente pelo receio em relação à questão ambiental. O acordo está bem formatado, foram colocadas salvaguardas. Nós somos um exemplo para o mundo de cuidados sanitários, tanto de proteína animal quanto de proteína vegetal”, disse ele, ao defender o sistema sanitário brasileiro e afirmou que o país se tornou referência internacional na produção agropecuária.

    Congresso

    Alckmin ouviu as demandas do setor e sinalizou abertura para discutir o crédito rural. Afirmou que um fundo garantidor pode ser um caminho para ampliar o acesso ao financiamento. Sem anúncios sobre o Plano Safra, o vice-presidente se colocou à disposição para ser interlocutor das demandas do setor.

    "Tudo está se encaminhando para passarmos de 30% para 32% o percentual de etanol na gasolina. Etanol de milho é um sucesso. Traz ganhos ambientais e econômicos

     

     

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