Citricultura vive escalada de custos com avanço do greening
Gerente da Fortgreen afirma que produtores ampliaram manejo, reforçaram irrigação e passaram a atuar de forma mais empresarial diante da pressão no setor

O avanço do greening e das condições climáticas extremas elevou drasticamente a intensidade do manejo nos pomares brasileiros.
Segundo o gerente comercial da Fortgreen, Silvio Cezar Gregório, citricultores que antes realizavam até 12 aplicações por ano passaram a fazer cerca de 40 para tentar preservar produtividade e rentabilidade. “Onde você fazia 10, 12 aplicação no ano, hoje a gente precisa fazer 40”, afirmou durante a Expocitros 2026, realizada em Cordeirópolis (SP).
De acordo com o executivo, o aumento das aplicações ao longo do ciclo do pomar envolve manejo fitossanitário, nutrição e estratégias para reduzir o estresse fisiológico causado pelo greening e pelo clima extremo. “Você coloca 40 aplicações de óleo, diesel, mão de obra, defensivo. O investimento em nutrição tem que aumentar bastante. Se a doença pega um pomar mal nutrido, ela arrebenta”, disse.
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Gregório afirma que o setor vive um momento de maior pressão sobre a rentabilidade após a disparada histórica nos preços da laranja registrada na safra passada. Segundo ele, os custos seguiram elevados mesmo com a queda das cotações da fruta neste ano.
“A caixa no ano passado foi a R$ 100. E este ano, R$ 35, R$ 32. Para mim, o que não era esperado era o R$ 100”, afirmou.
O executivo afirma que o momento exige cautela financeira das empresas e produtores do setor. “A gente tá falando muito que esse ano é ano de passar com nota cinco. Não é o ano de passar com seis, com sete, com oito. Se a gente conseguir passar com cinco, eu acho que é um bom ano”, disse.

