Abates de bovinos, suínos e frangos atingem maior nível para um primeiro trimestre desde 1997

    Dados do IBGE mostram avanço nas três principais proteínas animais, enquanto a captação de leite também alcançou marca inédita para o período

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    Entre as unidades da Federação, Mato Grosso manteve a liderança no abate de bovinos, com participação de 17,5% do total nacional. (Foto - Acrisul)

    Entre as unidades da Federação, Mato Grosso manteve a liderança no abate de bovinos, com participação de 17,5% do total nacional. (Foto - Acrisul)

    16deJunhode2026ás11:00

    Impulsionado pelo avanço dos abates de bovinos, suínos e frangos, o setor pecuário brasileiro registrou recordes no primeiro trimestre de 2026.

    Entre janeiro e março, foram abatidos 10,29 milhões de bovinos, 15,27 milhões de suínos e 1,71 bilhão de frangos,  os maiores volumes já registrados para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1997.

    Na comparação com o mesmo período de 2025, o abate de bovinos cresceu 3,3%, o de suínos avançou 5,5% e o de frangos aumentou 3,6%. Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve recuo de 6,9% no abate de bovinos, leve redução de 0,1% entre os suínos e queda de 0,5% entre os frangos.

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    Os números fazem parte das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha referentes ao primeiro trimestre de 2026, divulgadas nesta segunda-feira (16) pelo IBGE.

    De acordo com o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Oliveira, o desempenho do setor bovino foi marcado pelo aumento da participação de fêmeas nos abates.

    “O setor de bovinos foi marcado pelo maior volume de abate e produção de carcaças em um primeiro trimestre. A participação de fêmeas no abate teve um aumento superior à de machos e atingiu o recorde de 49,9%. Este comportamento significa a retomada do crescimento do abate de fêmeas, após dois trimestres sucessivos de queda”, explicou.

    A produção de carcaças bovinas totalizou 2,63 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 5,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve retração de 10,3%.

    No caso dos suínos, o peso acumulado das carcaças chegou a 1,43 milhão de toneladas, avanço de 6,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 1% frente ao quarto trimestre do ano passado.

    Entre os frangos, a produção de carcaças alcançou 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% na comparação anual e de 2,2% em relação ao trimestre anterior.

    Mato Grosso lidera abate de bovinos

    Entre as unidades da Federação, Mato Grosso manteve a liderança no abate de bovinos, com participação de 17,5% do total nacional. Na sequência aparecem São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).

    Santa Catarina continuou na liderança do abate de suínos, respondendo por 28,1% da produção nacional, seguida por Paraná (20,9%) e Rio Grande do Sul (17,8%).

    Já o Paraná permaneceu como principal produtor de frangos do país, concentrando 35% do total nacional. Santa Catarina (13,3%), Rio Grande do Sul (11,8%) e São Paulo (10,9%) completam o grupo dos estados com maior participação.

    Aquisição de leite também bate recorde para um primeiro trimestre

    A aquisição de leite cru por estabelecimentos que atuam sob inspeção sanitária federal, estadual ou municipal somou 6,78 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2026. O volume representa crescimento de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025 e queda de 8% frente ao trimestre imediatamente anterior.

    Segundo o IBGE, trata-se do maior volume já registrado para um primeiro trimestre em toda a série histórica da pesquisa.

    Outro destaque apontado por Octávio Oliveira foi o comportamento dos preços pagos ao produtor.

    “O preço líquido médio pago aos produtores pela indústria foi de R$ 2,24, sendo 18,8% inferior ao praticado no 1º trimestre/2025. Este valor, porém, apresentou tendência de aumento ao longo dos meses do trimestre, partindo de R$ 2,10 em janeiro a R$ 2,44 em março.”

    As maiores altas na captação de leite ocorreram no Paraná (+88,74 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+60,24 milhões de litros), Santa Catarina (+44,56 milhões de litros), Minas Gerais (+26,63 milhões de litros) e Ceará (+12,76 milhões de litros).

    Recebimento de couro permanece estável

    Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro — aqueles que efetuam o curtimento de pelo menos 5 mil peças inteiras de couro cru bovino por ano — receberam 10,75 milhões de peças no primeiro trimestre de 2026.

    O volume ficou estável em relação ao mesmo período de 2025, mas apresentou queda de 3,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

    Goiás liderou o recebimento de couro cru para processamento, com participação de 19% do total nacional. Mato Grosso respondeu por 16,8% e Mato Grosso do Sul por 12,1%.

    Produção de ovos alcança 1,21 bilhão de dúzias

    A produção de ovos de galinha somou 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa aumento de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e redução de 3,5% na comparação com o quarto trimestre de 2025.

    São Paulo manteve a liderança nacional, respondendo por 24,6% da produção brasileira de ovos no período. Minas Gerais (10,2%), Paraná (9,8%) e Espírito Santo (7,9%) aparecem na sequência.

     

     

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