Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,1% e chega a 233,8 milhões de toneladas, aponta IBGE
Capacidade instalada no país avançou no segundo semestre de 2025, com predominância dos silos e liderança de Mato Grosso no volume armazenável
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A capacidade útil disponível para armazenamento no Brasil alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, volume 1,1% superior ao registrado no semestre anterior.
Os dados são da Pesquisa de Estoques do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (11), com informações referentes ao período de julho a dezembro de 2025.
Os silos seguem como a principal estrutura de armazenagem do país, com capacidade de 124,7 milhões de toneladas, o equivalente a 53,3% da capacidade útil total.
Na comparação com o semestre anterior, houve crescimento de 1,2% na capacidade desse tipo de instalação.
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Sul concentra maior participação dos silos
Na Região Sul, os silos respondem por 65,6% da capacidade armazenadora regional. A região também concentra 42,7% da capacidade total de silos existente no país.
Já os armazéns convencionais, estruturais e infláveis têm maior presença no Sul, onde representam 34,1% da capacidade desse tipo de estrutura, seguido pela Região Sudeste, com 32,2%.
Segundo o IBGE, a predominância está relacionada à produção de arroz e café nessas regiões, culturas que utilizam armazenamento em sacarias. Juntas, as regiões Sul e Sudeste concentram 66,3% da capacidade nacional de armazéns convencionais, estruturais e infláveis.
Mato Grosso lidera capacidade de armazenagem
Na distribuição por unidades da federação, o Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem, com 2.444 unidades. Em seguida aparecem Mato Grosso, com 1.799, e Paraná, com 1.372 estabelecimentos.
Mato Grosso também lidera em capacidade instalada, com 64,2 milhões de toneladas. Desse total, 58,8% correspondem a armazéns graneleiros e 37,1% a silos.
Na sequência estão Rio Grande do Sul, com 38,9 milhões de toneladas, e Paraná, com 35,7 milhões de toneladas. Em ambos os estados, os silos representam o principal tipo de estrutura de armazenagem.
Mato Grosso concentra 27,5% de toda a capacidade de armazenagem do país, com 64,2 milhões de toneladas. Juntamente com Rio Grande do Sul e Paraná, o estado responde por cerca de 59,4% da capacidade nacional, evidenciando a forte concentração da infraestrutura de armazenagem nas principais regiões produtoras de grãos.
De acordo com a pesquisa, a distribuição da capacidade instalada acompanha a geografia da produção de grãos no país.
Sorriso tem a maior capacidade entre os municípios
Entre os dez municípios com maior capacidade de armazenagem do Brasil, sete estão localizados em Mato Grosso. Sorriso lidera o ranking nacional, com capacidade instalada de 5,9 milhões de toneladas.
No município, os armazéns graneleiros representam 76,4% da capacidade total. Principal produtor brasileiro de soja e milho, Sorriso responde por 9,1% da capacidade de armazenagem de Mato Grosso.
Juntamente com Nova Mutum, Primavera do Leste, Sinop, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Lucas do Rio Verde, o município concentra 37,8% da capacidade estadual.
Em Goiás, Rio Verde se destaca por responder por 14,5% da capacidade de armazenagem do estado.
No Paraná, Ponta Grossa possui a maior capacidade instalada e ocupa a sétima posição entre os municípios brasileiros, com 2,6 milhões de toneladas. Os armazéns graneleiros representam 48,8% da capacidade local, seguidos pelos silos, com 41,4%.
Em São Paulo, o destaque é Santos. O município, que abriga o maior porto do país, concentra 15,0% da capacidade de armazenamento estadual. Os armazéns graneleiros predominam, representando 60,5% da capacidade de armazenagem santista.
Capacidade mais que dobrou desde 1997
A série histórica da Pesquisa de Estoques mostra que a capacidade útil total instalada no Brasil cresceu 112,5% desde 1997. No período, o volume passou de 110,0 milhões para 233,8 milhões de toneladas.
