O que Alckmin, André de Paula e Durigan anunciaram no lançamento do Plano Safra 2026/27
Governo deve encaminhar ao Congresso a proposta de renegociação das dívidas rurais; cerimônia também teve anúncios sobre o El Niño e a exportação de DDGs

Geraldo Alckmin e André de Paula participam do lançamento do Plano Safra 2026/27, que prevê R$ 525,1 bilhões em crédito para médios e grandes produtores rurais. Foto- Pércio Campos- MAPA
O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27, que destina R$ 525,1 bilhões ao financiamento de médios e grandes produtores rurais.
Além do aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior e da redução de até 1,5 ponto percentual nas taxas de juros, a cerimônia foi marcada por anúncios sobre infraestrutura, comércio exterior, fertilizantes, enfrentamento aos impactos climáticos e renegociação das dívidas rurais.
Durante o evento, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e o ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, apresentaram as principais prioridades do governo para o setor.

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Alckmin destaca crédito recorde, infraestrutura e abertura de mercados
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que o Plano Safra 2026/27 busca ampliar o acesso ao crédito rural sem elevar o custo do financiamento aos produtores.
Segundo ele, o governo conseguiu aumentar o volume de recursos e, ao mesmo tempo, reduzir as taxas de juros das principais linhas de crédito. "Esse era o objetivo: aumentar o Plano Safra e reduzir os juros", afirmou no seu discurso.

Ao destacar o volume recorde de R$ 525,1 bilhões destinado à agricultura empresarial, Alckmin ressaltou que a redução dos juros foi superior à queda da taxa Selic. "Nós temos menor juros com maior volume de recurso para o Plano Safra."
O presidente em exercício também defendeu investimentos em infraestrutura para acompanhar o crescimento da produção agrícola. "A grande produção agrícola não está à beira-mar. Nós precisamos chegar aos portos", apontou.
Segundo Alckmin, a ampliação dos investimentos em portos, ferrovias e corredores logísticos, aliada à abertura de novos mercados internacionais, deve fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.
