FPA critica ausência de Lula no lançamento do Plano Safra e questiona composição dos recursos

Bancada do agro afirma que mudanças no pacote reduzem a efetividade do crédito rural e cobra medidas estruturais para o setor

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A nota também aponta redução de 54% nos recursos do Moderfrota, destinado à renovação de máquinas e equipamentos

A nota também aponta redução de 54% nos recursos do Moderfrota, destinado à renovação de máquinas e equipamentos

30deJunhode2026ás16:40

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Plano Safra 2026/27 voltado à agricultura empresarial e afirmou que a decisão passa a mensagem de uma divisão entre os segmentos do agronegócio.

Em nota divulgada nesta terça-feira (30), a bancada também questionou a composição dos recursos anunciados pelo governo, apontou redução no crédito de custeio e comercialização e cobrou medidas para enfrentar o endividamento dos produtores e fortalecer o seguro rural.

O Plano Safra 2026/27 foi lançado nesta terça-feira (30) com R$ 525,1 bilhões em recursos para médios e grandes produtores rurais. Lula não participou da cerimônia e justificou a ausência afirmando que esteve, pela manhã, na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Assunção, no Paraguai.

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Segundo a FPA, o fato de o presidente ter participado apenas do lançamento do Plano Safra da agricultura familiar, realizado na segunda-feira (29), e não comparecido ao anúncio voltado à agricultura empresarial é interpretado pela bancada como um sinal equivocado ao setor produtivo.

Para a frente parlamentar, pequenos, médios e grandes produtores, cooperativas e demais cadeias produtivas fazem parte do mesmo sistema responsável pela produção de alimentos, geração de empregos e movimentação da economia brasileira.