Neymar chorou. O varejo alimentar sorriu: vendas cresceram até 35% durante a Copa

Jogos do Brasil impulsionaram o consumo de alimentos e bebidas, com alta de 21,3% nas vendas em volume e picos de 35,1% durante o Mundial

Neymar ajoelhado após a eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo de 2026.

Neymar e jogadores da Seleção Brasileira lamentam a eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Fora de campo, os jogos do Brasil impulsionaram as vendas do varejo alimentar, segundo levantamento da Scanntech. Foto: Fifa.com

16deJulhode2026ás13:13

A campanha do Brasil terminou nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, com derrota por 2 a 1 para a Noruega e Neymar aos prantos após o apito final. Para o varejo alimentar, porém, a participação da Seleção deixou um saldo positivo.

Levantamento da Scanntech, empresa de inteligência de dados para o varejo e a indústria de bens de consumo de alto giro, mostra que, nos dias em que o Brasil entrou em campo, as vendas em volume cresceram 21,3% na comparação com os mesmos dias da semana em períodos regulares de 2025 e 2026.

O comportamento do consumidor também ficou mais intenso à medida que a Seleção avançava no torneio. Na fase de grupos, o aumento nas categorias relacionadas à Copa era de 12,1%. Ao final da campanha, o índice consolidado chegou a 21,3%.

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Os confrontos decisivos concentraram os maiores resultados. Contra o Japão, o consumo ficou 20,6% acima dos períodos regulares.

Já na partida disputada em 5 de julho, diante da Noruega, foi registrado o maior pico da Copa, com crescimento de 35,1%.

Segundo a Scanntech, o comportamento segue uma tendência já observada na Copa do Mundo de 2022.

Na ocasião, as projeções apontavam que, a cada fase superada pela Seleção, o varejo ampliava seu desempenho.

Em 2026, considerando as categorias diretamente relacionadas ao torneio, o movimento voltou a se repetir.

Jogos do Brasil impulsionaram o varejo

Embora o consumo tenha crescido ao longo de toda a Copa do Mundo, foi durante os jogos da Seleção que o varejo registrou os maiores saltos.

Enquanto os dias de partidas do Brasil tiveram alta de 21,3%, os demais dias da competição avançaram apenas 5,8%, mostrando que a presença da equipe nacional foi o principal gatilho para o aumento das compras.