Microbiologia do solo auxilia na produção de cafés especiais

Empresa brasileira desenvolve tecnologia para análise do solo e direcionamentos

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Microbiologia do solo auxilia na produção de cafés especiais
04deJulhode2022ás17:09

Como a tecnologia vem ajudando o Brasil a aumentar o cultivo de cafés especiais? A resposta está no solo e no estudo da área cultivada que, a partir do uso de softwares desenvolvidos exatamente para análises locais, direciona o produtor a encontrar as melhores soluções.

Na prática, um exemplo é o programa Agrobiota, desenvolvido pela empresa brasileira Biotrop, que tem auxiliado produtores de cafés na tomada de decisões, garantindo mais produtividade e qualidade do grão.

O biólogo Éderson Santos, que representa a empresa, explica que para garantir a sustentabilidade na produção de cafés com qualidade superior, o produtor lida com o desafio de mitigar os efeitos dos estresses bióticos e abióticos, além do manejo de pragas e doenças e do uso de insumos. “Esse processo é complexo, mas possível e, sem dúvida, começa a partir do solo”, destaca Santos.

A tecnologia do Agrobiota permite um estudo completo da biologia do solo, do microbioma, com avaliação da saúde da terra e aptidão agrícola. Também realiza o mapeamento dos microrganismos do solo, auxiliando no desenvolvimento das plantas de diferentes maneiras, como, por exemplo, ampliando a oferta de água e nutrientes.

“Para alcançar a qualidade necessária para a classificação do café especial, assim como o máximo potencial produtivo na lavoura, é fundamental conhecer a fundo suas áreas de cultivo”, reforça o biólogo.

O processo inclui, após coleta no campo, análises em laboratório e, a partir dos resultados, costrução de um protoco de recomendações específicas de bioinsumos. “Todo esse trabalho está fundamentado em pilares que, ao final, vão permitir a melhoria da sanidade e vigor das lavouras”, descreve o profissional.

Cafés especiais 

O Brasil vem investindo cada vez mais no cultivo dos cafés especiais – aqueles que conquistam ranking acima de 80 pontos (em uma escala de 100) da Associação Brasileira de Cafés Especiais.

Dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) apontam que os cafés especiais representaram 15% das exportações totais brasileiras do produto de janeiro a maio de 2022, com o envio de 2,5 milhões de sacas ao exterior.

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