Leite: pecuarista de MS amplia rebanho em 70% com IATF
Com ajuda do Senar/MS, produtor investiu na inseminação artificial
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Produtor agora conta com uma sala de ordenha de mecanizada. (Foto: divulgação Senar)
Com o preço do leite no “olho do furação” em 2022, chegando a custar R$ 8 o litro, a pecuária nacional cada vez mais debate as estreitas margens de lucro dos produtores e futuro do setor.
Neste cenário, a trajetória do produtor rural em Anaurilândia, Antônio Flávio Ferreira, apresentada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) do Mato Grosso surge como inspiração.
Ele, que trabalhava em uma indústria antes de se dedicar à bovinocultura de leite, compartilha como conseguiu chegar a 70% do rebanho gerado por meio da técnica de inseminação artificial em tempo fixo (IATF).
“No começo eu não tinha noção do manejo, principalmente na parte de gestão financeira. Quando o Senar chegou, a gente foi se adequando. Agora a gente sabe que leite é uma indústria; tem que tratar como se fosse uma empresa”, conta o produtor.
O produtor explica que começou a investir no leite por conta própria. Desta forma, ele fazia ordenha manual e acreditava que só poderia aumentar o rebanho comprando mais vacas.
“Eu estava começando a produzir leite. Era uma cerquinha de três fios de arame aqui no fundo, com vaca ordenhada na mão mesmo. Depois fizemos o barracão. Agora estamos mudando para uma sala de ordenha de mecanizada”, detalha.
O segredo, segundo ele, é buscar capacitação e investir em novas tecnologias.
Inseminação Artificial
Um dos cursos que fez e recomenda é justamente o Inseminação Artificial e a Assistência Técnica e Gerencial em Bovinocultura de Leite.
“O Senar foi ensinando que a gente teria que enfatizar na parte de reprodução, alimentação, para poder ter um rebanho próprio. E hoje, 70% do meu rebanho já são novilhas feitas aqui mesmo”, destaca.
O técnico de campo, Ronaldo Bandoch, explica que a inseminação artificial é uma ferramenta que tem como objetivo trazer o sucesso dentro da propriedade rural.
“O Senar hoje vem com esse trabalho, proporcionando para o produtor um salto na genética dos animais. Eu vejo que esse é um modelo de assistência ímpar, que vai mudar a vida dos produtores rurais e mudar a realidade do nosso estado em produção de leite”, finaliza.