CNA debate uso de selos de identificação na agricultura familiar

    Segundo a confederação, produtores têm resultados positivos com a experiência

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    Selos trazem informações das características dos produtores. (Foto: Sistema Senar/CNA)

    Selos trazem informações das características dos produtores. (Foto: Sistema Senar/CNA)

    09deSetembrode2022ás16:59

    O uso de selos de identificação na agricultura familiar foi um dos temas centrais da reunião de ontem (dia 8) realizada peça Comissão Nacional de Empreendedores Familiares Rurais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 

    De acordo com o presidente da Comissão, José Zeferino Pedrozo, o principal objetivo é mostrar para os produtores quais são os benefícios da utilização deles, entre os quais o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf).

    “Trata-se de uma política transversal. O selo contém informações das características dos produtores da agricultura familiar, prestando-se à sua rastreabilidade, que beneficia o produtor e o consumidor”, explicou Fabiana Durgant.

    Ela é diretora de Departamento de Cooperativismo e Acesso aos Mercados da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e foi convidada da reunião justamente para explicar o Senaf.

    Também foram apresentados e explicados o Selo de Identificação e Participação da Agricultura Familiar (Sipaf) e o processo de formalização de pequenas agroindústrias. “Os resultados nos mostram muitas vantagens”, disse Leonardo Lino, diretor da Diretoria de Agregação de Valores e Acesso a Mercado da Superintendência de Agricultura Familiar do Estado da Bahia.

    Ele lembrou da experiência de produtores da agricultura familiar da Bahia após o Sipa). “Foram muitos benefícios, desde a ampliação da visibilidade dos produtos, passando pela comercialização e benefícios fiscais até o acesso mais facilitado ao crédito.” 

    Plano Safra

    A assessora técnica do Núcleo Econômico da CNA, Mariza Almeida, participou da reunião e falou sobre o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Plano Safra 2022/23.

    “O Plano Safra foi construído em meio a um cenário de dificuldade orçamentária, mas os recursos destinados ao Pronaf foram ampliados em relação ao plano anterior. Conseguimos segurar também a taxa de juros para tornar o crédito acessível para a agricultura familiar”, disse.

    O encontro foi moderado pela assessora técnica da Comissão Nacional de Empreendedores Familiares Rurais da CNA, Marina Zimmermann.

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