Federarroz repudia fala de deputado sobre “agro não produz arroz”

    Padre João (PT-MG) disse posteriormente que sua fala se referia ao agronegócio empresarial

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    Deputado Padre João é conhecido nas redes sociais por defender atuação do MST. (foto - Agência Câmara)

    Deputado Padre João é conhecido nas redes sociais por defender atuação do MST. (foto - Agência Câmara)

    25deMaiode2023ás15:16

    A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) emitiu nesta quinta-feira (dia 25) uma nota de repudio após repercussão da fala do deputado Padre João (PT), de Minas Gerais, de que o “agro não produz arroz”. 

    Tal declaração ocorreu durante a votação de requerimentos na CPI do MST, em sessão da Câmara dos Deputados ontem (dia 24). Na ocasião, Padre João disse: “no almoço de hoje meu cardápio foi (…) arroz, e o agro não produz arroz”, disse.

    A fala arrancou gargalhadas de outros membros da comissão que o convidaram a “ir para o Rio Grande do Sul”. Mas tarde, seu perfil na rede social Instagram, o deputado disse ter sido mal interpretado e que estaria se referindo ao agronegócio empresarial.

    “Quem produz comida para nosso povo é o pequeno agricultor, a agricultura familiar, os assentamentos da reforma agrária. 70% ou mais dos alimentos que chegam à nossa mesa é produzido por eles”, escreveu na postagem..

    Para a Federarroz, os comentários do deputado são “absolutamente desprovida dos de qualquer suporte na realidade dos fatos, já que a população brasileira somente pode consumir arroz diariamente em razão do trabalho dos produtores do AGRO do país.”

    Safra do Rio Grande do Sul

    A entidade destaca ainda que, das quase dez milhões de toneladas de arroz produzida na safra 2022/2023, o Estado do Rio Grande do Sul foi responsável por mais de 75%, tendo plantado aproximadamente 839.000 (oitocentos e trinta e nove mil) hectares, por pequenos, médios e grandes produtores.

    O texto diz ainda que “apenas e tão-somente, cerca de 5.000 (cinco mil hectares) foi de arroz orgânico.”

    “Vale ressaltar, ainda, que a lavoura de arroz convencional do Rio Grande do Sul é a principal matriz econômica da Região Sul do Estado, sendo responsável por cerca de 15 empregos a cada 1.000 hectares plantados, tendo fundamental, portanto, pertinência social para as regiões produtoras e para o Estado”.

    Ainda segundo o texto, assinado pelo presidente da entidade, Alexandre Azevedo Velho, a “análise dos números acima nos permite afirmar que a segurança alimentar do país é, de fato, garantida pelos produtores de arroz convencional do Estado”.

     

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