CNA aponta quais são os novos desafios comerciais para o agro

    Perspectivas para o setor no mundo geopolítico foi tema de debate

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    Para o coordenador, há um verdadeiro desconhecimento do papel da produção agrícola na preservação do meio ambiente. (Foto - CNA)

    Para o coordenador, há um verdadeiro desconhecimento do papel da produção agrícola na preservação do meio ambiente. (Foto - CNA)

    06deOutubrode2023ás16:28

    As perspectivas para o agronegócio no mundo geopolítico foram tema de debate que contou com a participação do coordenador de Inteligência e Defesa de Interesses na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Felipe Spaniol. Ele apontou os principais desafios comerciais para o setor.

    Segundo ele, a CNA entende como os principais obstáculos comerciais para o setor o aumento das medidas protecionistas, sem fundamento técnico; altas tarifas para produtos agrícolas; ampliação da rede de acordos com o Mercosul; e os subsídios agrícolas com potencial de distorção.

    “Os novos desafios são em relação às regras ambientais, com os regulamentos de países e blocos que são barreiras disfarçadas ao comércio internacional, com medidas que oneram as exportações. Outro desafio que temos é em relação à imagem do agronegócio no mundo”, disse ele, durante 42º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2023), no Rio de Janeiro.

    Para o coordenador, há um verdadeiro desconhecimento do papel da produção agrícola na preservação do meio ambiente e nisso existe um descolamento da realidade produtiva.

    “O Brasil preserva 66% da sua reserva ambiental. Temos um Código Florestal rígido e já temos uma agricultura sustentável e essa imagem não é passada. Nosso trabalho na CNA é justamente o de inverter essa forma de atuação, muitas vezes reativas, com um trabalho proativo mostrando tudo de bom que o Brasil possui”, enfatizou.

    Guerra

    Outro novo desafio apontado por ele foi a reconfiguração das cadeias de valor após uma guerra comercial, a própria pandemia da Covid-19 e o conflito entre a Rússia e Ucrânia, que levam a uma remodelagem.

    “Além das questões relacionadas ao aumento da população e do consumo no mundo, um outro aspecto que pudemos observar é de que o custo de produção, que vem aumentando com as questões geopolíticas mais recentes, pressiona as margens do produtor. Isso pode impactar nos preços finais dos alimentos”, disse.

    Spaniol também ressaltou a importância do entendimento da complementariedade do agronegócio com os setores da indústria e do comércio. “Não podemos fazer distinção entre os setores, mas sim termos um olhar de maneira integrada entre eles”, destacou. 

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