Lula inicia tentativa de aproximação com o agro por fruticultores

    Representantes do setor serão recebidos para um jantar em Brasília (DF)

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    Lula inicia tentativa de aproximação com o agro por fruticultores
    20deMarçode2024ás10:50

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia amanhã (dia 21), a partir das 18 horas, a sua tentativa de nova aproximação com o agronegócio.

    Caberá o setor de fruticultura iniciar a agenda com o presidente. Representantes da cadeia produtiva serão recebidos por Lula para um jantar na Residência Oficial da Presidência na Granja do Torto, em Brasília. O encontro foi confirmado pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

    A ideia do presidente e sua equipe é a de receber um setor por semana. Os próximos já estão agendados, serão: cafeicultura, algodão e pecuária.

    Quais as demandas dos fruticultores?

    Exportações, logística e infraestrutura são algumas das demandas que a cadeia da fruticultura vai levar para Lula e para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    A Abrafrutas afirmou que, além de levar as demandas do setor, o encontro representa uma oportunidade ímpar para destacar a robustez e a vitalidade da fruticultura brasileira.

    “É muito importante o presidente ouvir, junto com o ministro Fávaro, questões que impactam diretamente na fruticultura. Este encontro é uma chance única de destacar a importância econômica e social do setor e de discutir maneiras de impulsionar ainda mais o seu desenvolvimento”, explica Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas.

    O evento contará ainda com a presença de diversos produtores e exportadores de frutas associados à Abrafrutas.

    CNA prepara documento

    No começo de março, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu com o setor para ouvir as demandas e levantar as principais propostas para o Plano Safra 2024/2025.

    As demandas irão compor um documento que a CNA entregará ao governo federal com todas as propostas do setor agropecuário para o próximo Plano Safra.

    Entre os gargalos, os fruticultores apontaram temas que permeiam as políticas agrícolas de acesso ao crédito rural, como as garantias requeridas para acesso a linhas de financiamento, renegociação de dívidas, seguro rural e limitações nos modelos de seguro oferta

    A perecibilidade, produção e predominância de pequenos produtores nas culturas devem ser consideradas, segundo o setor.

    Aparar as arestas

    Segundo o ministro Carlos Fávaro, os encontros com os setores do agro acontecerão uma vez por semana. Para ele, os encontros servirão para "aparar as arestas" e levar as demandas dos respectivos setores a Lula.

    “O café, por exemplo, é exportado para a Colômbia e é vendido lá como café colombiano. Então o setor tem que chegar e falar ‘Presidente, queremos uma ação para isso’”, avaliou o ministro.

    Setor de leite aguarda respostas

    Na última segunda-feira (dia 18), cerca de 7 mil produtores de leite realizaram a manifestação Minas Grita pelo Leite, promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), no Expominas, em Belo Horizonte.

    O protesto teve o intuito de reivindicar o fim das importações de leite em pó do Mercosul e exigir medidas emergenciais para salvaguardar o segmento leiteiro de Minas Gerais e do Brasil.

    Após a manifestação, os produtores lançaram um relógio que vai marcar quanto tempo o Governo Federal levará para dar resposta aos pleitos dos produtores.

    O dispositivo foi colocado na entrada da sede do Sistema Faemg, na capital mineira. Entre as demandas que os produtores cobram do governo Lula, estão:

    • a suspensão das importações subsidiadas da Argentina e do Uruguai ou adoção medidas compensatórias ou salvaguardas imediatas;
    • o Plano Nacional de Renegociação de Dívidas de todos os produtores de leite,
    • a inserção permanente do leite nos Programas Sociais do Governo Federal e
    • a ampliação da fiscalização no âmbito do Decreto 11.732/2023, que visa estimular a venda de leite in natura por meio de benefícios governamentais. 

     

     

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