Lula inicia tentativa de aproximação com o agro por fruticultores
Representantes do setor serão recebidos para um jantar em Brasília (DF)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia amanhã (dia 21), a partir das 18 horas, a sua tentativa de nova aproximação com o agronegócio.
Caberá o setor de fruticultura iniciar a agenda com o presidente. Representantes da cadeia produtiva serão recebidos por Lula para um jantar na Residência Oficial da Presidência na Granja do Torto, em Brasília. O encontro foi confirmado pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
A ideia do presidente e sua equipe é a de receber um setor por semana. Os próximos já estão agendados, serão: cafeicultura, algodão e pecuária.
Quais as demandas dos fruticultores?
Exportações, logística e infraestrutura são algumas das demandas que a cadeia da fruticultura vai levar para Lula e para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
A Abrafrutas afirmou que, além de levar as demandas do setor, o encontro representa uma oportunidade ímpar para destacar a robustez e a vitalidade da fruticultura brasileira.
“É muito importante o presidente ouvir, junto com o ministro Fávaro, questões que impactam diretamente na fruticultura. Este encontro é uma chance única de destacar a importância econômica e social do setor e de discutir maneiras de impulsionar ainda mais o seu desenvolvimento”, explica Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas.
O evento contará ainda com a presença de diversos produtores e exportadores de frutas associados à Abrafrutas.
CNA prepara documento
No começo de março, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu com o setor para ouvir as demandas e levantar as principais propostas para o Plano Safra 2024/2025.
As demandas irão compor um documento que a CNA entregará ao governo federal com todas as propostas do setor agropecuário para o próximo Plano Safra.
Entre os gargalos, os fruticultores apontaram temas que permeiam as políticas agrícolas de acesso ao crédito rural, como as garantias requeridas para acesso a linhas de financiamento, renegociação de dívidas, seguro rural e limitações nos modelos de seguro oferta
A perecibilidade, produção e predominância de pequenos produtores nas culturas devem ser consideradas, segundo o setor.
Aparar as arestas
Segundo o ministro Carlos Fávaro, os encontros com os setores do agro acontecerão uma vez por semana. Para ele, os encontros servirão para "aparar as arestas" e levar as demandas dos respectivos setores a Lula.
“O café, por exemplo, é exportado para a Colômbia e é vendido lá como café colombiano. Então o setor tem que chegar e falar ‘Presidente, queremos uma ação para isso’”, avaliou o ministro.
Setor de leite aguarda respostas
Na última segunda-feira (dia 18), cerca de 7 mil produtores de leite realizaram a manifestação Minas Grita pelo Leite, promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), no Expominas, em Belo Horizonte.
O protesto teve o intuito de reivindicar o fim das importações de leite em pó do Mercosul e exigir medidas emergenciais para salvaguardar o segmento leiteiro de Minas Gerais e do Brasil.
Após a manifestação, os produtores lançaram um relógio que vai marcar quanto tempo o Governo Federal levará para dar resposta aos pleitos dos produtores.
O dispositivo foi colocado na entrada da sede do Sistema Faemg, na capital mineira. Entre as demandas que os produtores cobram do governo Lula, estão:
- a suspensão das importações subsidiadas da Argentina e do Uruguai ou adoção medidas compensatórias ou salvaguardas imediatas;
- o Plano Nacional de Renegociação de Dívidas de todos os produtores de leite,
- a inserção permanente do leite nos Programas Sociais do Governo Federal e
- a ampliação da fiscalização no âmbito do Decreto 11.732/2023, que visa estimular a venda de leite in natura por meio de benefícios governamentais.