Conab estuda adquirir arroz de produtores do RS e importar feijão

    Atualmente, a produção para o arroz está estimada em 10,495 milhões de toneladas

    Por |
    Conab estuda adquirir arroz de produtores do RS e importar feijão
    14deMaiode2024ás16:52

    Depois de elevar sua estimativa para a safra brasileira de grãos em 2023/24, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deu sinal que poderá comprar arroz de produtores rurais do Rio Grande do Sul e também importar feijão.

    A compra de arroz de produtores do estado foi confirmada pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, que revelou que poderá adotar a medida além da importação do grão.

    Segundo Pretto, o Rio Grande do Sul também sofre com alta dos preços do arroz.

    “Estamos pensando em ação específica de compra de arroz local do Rio Grande do Sul para a gente poder chegar aos nossos consumidores com esse subsídio mais barato para evitar a escalada de preços que venha a prejudicar e elevar os preços e a inflação dos alimentos", disse Pretto ao Globo Rural.

    Na semana passada, o Governo Federal publicou uma medida provisória autorizando, em caráter excepcional, a compra pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de até 1 milhão de toneladas de arroz por causa da inundação histórica que atinge o Rio Grande do Sul,

    O estado gaúcho é responsável por cerca de 68 % do arroz produzido no Brasil.

    A medida libera a importação de arroz beneficiado ou em casca para recomposição dos estoques públicos. A compra será realizada por meio de leilões públicos a preço de mercados.}

    Estimativa

    Atualmente, a produção para o arroz no Brasil está estimada em 10,495 milhões de toneladas, segundo o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024 divulgado hoje pela Conab.

    Porém, as frequentes e volumosas chuvas registradas no Rio Grande do Sul, principal produtor do grão no país, resultarão em perdas nas lavouras da cultura no estado, explica.

    Os prejuízos ainda estão sendo mensurados, mas pelo menos 8% da área gaúcha para a cultura registrará perdas devido às volumosas chuvas.

    Nos demais estados, a colheita avança favorecida pela estabilidade climática. Até o dia 5 deste mês cerca de 80,7% da área semeada em todo país já estava colhida. A qualidade dos grãos colhidos é satisfatória, com bons rendimentos também na quantidade de grãos inteiros.

    Feijão

    A Conab também medidas para importação de feijão.

    Segundo o diretor-executivo de Política Agrícola e Informações da companhia, Sílvio Porto, a medida começou a ser estudada depois da queda dos preços do grão.

    “Percebemos uma queda bastante significativa dos preços recebidos pelo produtor rural, o que não se justifica quando comparado ao volume e preços de igual período do ano passado. Estamos atentos a isso e, se necessário, faremos ação de aquisição de feijão para formação de estoque público e recolocar isso no mercado no segundo semestre”, disse ao Estadão.

    Bom desenvolvimento

    Para o feijão, as atenções se voltam para a segunda safra da leguminosa, segundo boletim divulgado pela Conab. Com a área toda semeada, as lavouras vêm apresentando um bom desenvolvimento.

    No Paraná, as chuvas foram irregulares nas principais regiões produtoras nas últimas semanas, mas, de acordo com as avaliações dos técnicos da Conab, é perceptível que as condições climáticas gerais estão melhores que no início do ciclo, beneficiando as lavouras mais tardias e devendo elevar a média produtiva da cultura em comparação à temporada anterior.

    Já em Minas Gerais foi verificado um leve incremento de área plantada em relação ao ano passado.

    As condições gerais das lavouras mineiras são consideradas boas, com a umidade do solo sendo favorável ao desenvolvimento da cultura.

    Somando as três safras do grão, a produção nacional deverá atingir 3,32 milhões de toneladas, volume 9,5% superior à produção de 2022/23.

    Temas nesta notícia