Trump reforça críticas ao Brasil e ameaça retaliações: “taxaremos de volta”

    No início de dezembro, presidente dos EUA também colocou o bloco Brics na sua mira

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    Trump reforça críticas ao Brasil e ameaça retaliações: “taxaremos de volta”
    17deDezembrode2024ás12:12

    O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o Brasil nesta segunda-feira (16) por cobrar tarifas excessivas sobre produtos americanos e anunciou que aplicará um tratamento semelhante às exportações estrangeiras.

    A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva em Palm Beach, na Flórida.

    "Vamos tratar os países de forma justa, mas a palavra 'recíproco' é fundamental. A Índia cobra muito, o Brasil cobra muito. Se eles nos taxam, nós faremos o mesmo", afirmou Trump, destacando que tomará medidas semelhantes contra países que impuserem tarifas sobre os Estados Unidos.

    Trump reforçou sua postura ao afirmar: "Quem nos taxar, taxaremos de volta", em referência direta ao Brasil e à Índia.

    Questionado sobre o possível impacto inflacionário das novas tarifas, Trump afirmou que, em seu primeiro mandato, aumentou tarifas sem que houvesse um aumento significativo na inflação.

    "Não tivemos aumento de inflação [no primeiro mandato], e impomos muitas tarifas em várias coisas, como no aço", destacou. Ele também defendeu seus cortes de impostos como uma medida positiva para a economia.

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    Desde sua eleição, Trump tem reforçado suas promessas de aumentar tarifas, especialmente sobre produtos chineses, e criar novas tarifas para outros países.

    China e o comércio internacional

    Em relação à China, Trump fez elogios ao líder Xi Jinping, apesar de não confirmar sua presença na cerimônia de posse.

    O presidente dos EUA ressaltou que ambos mantinham uma boa relação durante seu mandato, mas a pandemia alterou a dinâmica. Trump afirmou que Xi é um "amigo" e que "China e EUA podem resolver todos os problemas do mundo".

     Ameaça ao Brics 

    No início de dezembro, Trump também ameaçou o bloco Brics, sugerindo tarifas de 100% para os países que adotarem ou apoiarem uma moeda alternativa ao dólar.

    Durante a 16ª Cúpula do Brics, realizada em Kazan, na Rússia, foi discutido um tema polêmico: a criação de alternativas ao dólar no comércio internacional. Trump reagiu afirmando: 

    "Exigimos que esses países se comprometam a não criar uma nova moeda do BRICS, nem apoiar qualquer outra moeda que substitua o poderoso dólar americano. Caso contrário, sofrerão tarifas de 100% e perderão acesso ao mercado dos EUA", declarou em suas redes sociais.

    Ele ainda criticou a tentativa do bloco de reduzir a dependência do dólar, afirmando: "Eles podem procurar outro 'otário'. Não há chance de o BRICS substituir o dólar americano no comércio internacional."

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