Trump reforça críticas ao Brasil e ameaça retaliações: “taxaremos de volta”
No início de dezembro, presidente dos EUA também colocou o bloco Brics na sua mira
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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o Brasil nesta segunda-feira (16) por cobrar tarifas excessivas sobre produtos americanos e anunciou que aplicará um tratamento semelhante às exportações estrangeiras.
A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva em Palm Beach, na Flórida.
"Vamos tratar os países de forma justa, mas a palavra 'recíproco' é fundamental. A Índia cobra muito, o Brasil cobra muito. Se eles nos taxam, nós faremos o mesmo", afirmou Trump, destacando que tomará medidas semelhantes contra países que impuserem tarifas sobre os Estados Unidos.
Trump reforçou sua postura ao afirmar: "Quem nos taxar, taxaremos de volta", em referência direta ao Brasil e à Índia.
Questionado sobre o possível impacto inflacionário das novas tarifas, Trump afirmou que, em seu primeiro mandato, aumentou tarifas sem que houvesse um aumento significativo na inflação.
"Não tivemos aumento de inflação [no primeiro mandato], e impomos muitas tarifas em várias coisas, como no aço", destacou. Ele também defendeu seus cortes de impostos como uma medida positiva para a economia.

Desde sua eleição, Trump tem reforçado suas promessas de aumentar tarifas, especialmente sobre produtos chineses, e criar novas tarifas para outros países.
China e o comércio internacional
Em relação à China, Trump fez elogios ao líder Xi Jinping, apesar de não confirmar sua presença na cerimônia de posse.
O presidente dos EUA ressaltou que ambos mantinham uma boa relação durante seu mandato, mas a pandemia alterou a dinâmica. Trump afirmou que Xi é um "amigo" e que "China e EUA podem resolver todos os problemas do mundo".
Ameaça ao Brics
No início de dezembro, Trump também ameaçou o bloco Brics, sugerindo tarifas de 100% para os países que adotarem ou apoiarem uma moeda alternativa ao dólar.
Durante a 16ª Cúpula do Brics, realizada em Kazan, na Rússia, foi discutido um tema polêmico: a criação de alternativas ao dólar no comércio internacional. Trump reagiu afirmando:
"Exigimos que esses países se comprometam a não criar uma nova moeda do BRICS, nem apoiar qualquer outra moeda que substitua o poderoso dólar americano. Caso contrário, sofrerão tarifas de 100% e perderão acesso ao mercado dos EUA", declarou em suas redes sociais.
Ele ainda criticou a tentativa do bloco de reduzir a dependência do dólar, afirmando: "Eles podem procurar outro 'otário'. Não há chance de o BRICS substituir o dólar americano no comércio internacional."