Enquanto tudo sobe, feijão fica mais barato: entenda o motivo
Grão tem queda histórica e vira "salvação" na mesa dos brasileiros
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Enquanto os preços dos alimentos seguem em alta, o feijão se destaca como uma exceção.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a saca dos melhores lotes de feijão carioca caiu de R$ 331 em janeiro de 2024 para R$ 220 no mesmo período de 2025, uma redução de 33,5%.
O movimento é impulsionado pelo aumento da oferta do grão, favorecendo tanto a segurança alimentar quanto o mercado de commodities.
Para a Kicaldo, marca líder no segmento de feijão, a queda nos preços amplia o acesso ao produto sem diminuir sua relevância.
“O feijão é mais do que um alimento básico, é uma fonte acessível de proteína vegetal de qualidade. A redução no preço favorece o consumo e reforça sua importância na dieta dos brasileiros”, afirma Mauro Bortolanza, diretor-presidente da empresa e presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Feijão (Abifeijão).
Demanda pode crescer e fortalecer o setor
Com preços mais acessíveis, o feijão tende a ganhar ainda mais espaço no varejo, na indústria e no food service.
“Além da importância nutricional, o feijão tem um impacto direto na economia e no agronegócio. É essencial resgatar seu valor e mostrar às novas gerações os benefícios desse grão”, complementa Bortolanza.
Atuando em todo o Brasil, a Kicaldo distribui mais de 20 mil toneladas de feijão por mês, buscando sempre as melhores safras nacionais e internacionais.

Reunião de Lula
A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta quinta-feira (6) para discutir medidas voltadas à redução dos preços dos alimentos no Brasil.
Na última semana, em meio à alta dos preços dos alimentos e à crescente insatisfação popular que tem impactado sua aprovação, o governo intensificou o diálogo com o setor produtivo em busca de soluções para conter a inflação.
Inicialmente, a gestão atribuiu a alta dos preços a fatores como mudanças climáticas e crises internacionais, mas, diante da pressão, passou a envolver representantes do agronegócio nas discussões.
Entre as propostas em análise, está a isenção do imposto de importação sobre trigo e óleo de cozinha, atualmente fixado em 9%. No entanto, a medida enfrenta resistência dentro do próprio governo e gera questionamentos sobre sua real eficácia.
FPA apresenta 20 medidas ao Governo
Diante da inflação persistente e do impacto do alto custo dos insumos agrícolas na mesa dos brasileiros, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) encaminhou ao governo uma série de sugestões para conter a alta dos preços dos alimentos.
O documento, assinado pelo presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), foi enviado aos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda) e apresenta 20 propostas, sendo nove de curto prazo e onze voltadas para soluções estruturais.
Segundo a FPA, a inflação dos alimentos tem sido impulsionada por fatores como gastos públicos elevados, desvalorização cambial e incerteza fiscal, o que encarece insumos agrícolas e penaliza principalmente as famílias de menor renda.
As 9 medidas de curto prazo sugeridas pela FPA
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Revisão da tributação sobre fertilizantes e defensivos agrícolas: Garantia da renovação do Convênio ICMS 100/97 até a transição da reforma tributária.
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Redução temporária de PIS/Cofins sobre insumos essenciais: Incluindo trigo e óleo vegetal, para aliviar o custo de produtos como massas e pães.
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Revisão do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM): Redução dos custos no transporte de insumos agropecuários.
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Facilitação do crédito rural: Redução dos requisitos de garantia real para operações de crédito e permissão para que produtores utilizem créditos de ICMS na compra de máquinas e insumos.
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Reavaliação da tributação sobre embalagens de alimentos: Redução do impacto tributário nos preços finais dos produtos processados.
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Desburocratização alfandegária: Integração dos processos alfandegários e sanitários para agilizar a liberação de mercadorias.
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Ampliação do uso do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex): Padronização dos procedimentos entre Ministério da Agricultura e Receita Federal, acelerando importações essenciais.
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Eliminação de restrições artificiais à oferta agrícola: Remoção de barreiras regulatórias que dificultam a comercialização de produtos agropecuários.
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Inclusão do óleo de soja na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec): Atualmente, o óleo de soja importado de países fora do Mercosul paga uma tarifa de 9% para o óleo bruto e 10% para o refinado. A sugestão é zerar temporariamente essa tarifa para todas as origens.
As 11 propostas para médio e longo prazos
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Políticas para reduzir o desperdício de alimentos: Reavaliação das normas de validade e incentivo ao aproveitamento de alimentos próprios para consumo.
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Plano Safra sem contingenciamentos: Garantia de previsibilidade orçamentária para financiamentos ao setor produtivo.
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Facilitação do acesso ao crédito rural: Redução de barreiras regulatórias e simplificação das exigências ambientais e de garantias.
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Ampliação do seguro rural e do Proagro: Aumento da subvenção para proteger produtores de perdas climáticas.
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Investimento na infraestrutura de armazenagem refrigerada: Cadeia de frio eficiente evita desperdícios e estabiliza os preços dos alimentos perecíveis.
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Expansão da malha ferroviária e hidroviária: Redução da dependência do transporte rodoviário para baratear o escoamento da produção.
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Incentivo à produção nacional de fertilizantes e bioinsumos: Diminuição da dependência de importação e aumento da competitividade.
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Recuperação de rodovias e estradas vicinais: Melhor escoamento da produção e redução de perdas logísticas.
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Expansão da capacidade de armazenagem agrícola: Redução da vulnerabilidade dos produtores a oscilações de preços sazonais.
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Aplicação criteriosa de medidas antidumping: Uso apenas em casos comprovados de concorrência desleal para evitar impactos negativos na oferta e nos preços.
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Ampliação da oferta de farelo de milho e soja: Estratégia para reduzir o custo da ração animal e, consequentemente, da proteína animal.