Gripe aviária: Mapa confirma novo foco em Mato Grosso; dois casos são descartados no RS
Outros dez casos seguem em apuração em sete estados

No domingo (8), tiveram início as ações de contenção, que incluem barreiras sanitárias, inspeções em propriedades e desinfecção de veículos. (Foto-Indea)
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, no sábado (7), um novo foco de gripe aviária em aves de subsistência no município de Campinápolis, em Mato Grosso.
Enquanto isso, o Rio Grande do Sul — onde foi registrado o único caso da doença em uma granja comercial no país, em Montenegro, no dia 16 de maio — descartou duas suspeitas recentes após análise laboratorial.
Segundo o Mapa, o Serviço Veterinário Oficial interditou a propriedade e colheu amostras que testaram positivo para o vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP).
No domingo (8), tiveram início as ações de contenção, que incluem barreiras sanitárias, inspeções em propriedades num raio de 10 quilômetros e desinfecção de veículos que circulam na área.
O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) também determinou o abate sanitário de todas as aves do local e a desinfecção completa da área contaminada.
A propriedade está fora da zona de produção avícola industrial do estado. Por isso, o foco não interfere nas exportações nem na segurança do consumo de produtos avícolas.
“A ocorrência do foco confirmado de IAAP em aves de subsistência não traz restrições ao comércio internacional. O consumo e a exportação de produtos avícolas permanecem seguros”, afirmou o Ministério.
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RS descarta suspeitas em dois municípios
No mesmo fim de semana, o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul descartou dois casos suspeitos de gripe aviária nos municípios de Westfália e Capela de Santana.
As amostras, analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), testaram negativo para o vírus.
Com o saneamento do foco de Montenegro em andamento — o único registrado até o momento em uma granja comercial — o governo gaúcho flexibilizou parte das medidas de contenção.
As barreiras sanitárias fixas foram substituídas por unidades móveis, e as inspeções seguem sendo realizadas até o fim do vazio sanitário, previsto para 18 de junho.
Dez casos seguem sob investigação
O Mapa reforça que, oficialmente, dez casos permanecem em investigação no país. Todos envolvem aves silvestres ou criações domésticas de subsistência, sem impacto direto sobre granjas comerciais.
A maioria dos casos investigados envolve galinhas de criação doméstica, com registros no Pará, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Também há ocorrências com aves silvestres: uma gralha-cancã na Bahia, um carcará e um pombo em Minas Gerais, além de um albatroz-de-sobrancelha no Rio de Janeiro. As notificações ocorreram entre o fim de maio e os primeiros dias de junho.
Casos investigados:
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Itaituba (PA) – Galinha, doméstica
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Parauapebas (PA) – Galinha, doméstica
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Utinga (BA) – Gralha-Cancã, silvestre
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Florestal (MG) – Carcará, silvestre
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Novo Cruzeiro (MG) – Galinha, doméstica
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Santo Antônio do Monte (MG) – Pombo, silvestre
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Alegre (ES) – Galinha, doméstica
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Angra dos Reis (RJ) – Albatroz-de-Sobrancelha, silvestre
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Caçador (SC) – Galinha, doméstica
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Viamão (RS) – Galinha, doméstica
