Lula confirma candidatura em 2026 e firma acordos com a Indonésia

    Durante visita oficial a Jacarta, o presidente assinou novos memorandos nas áreas de energia, defesa, agricultura e educação, reforçando a parceria entre os dois países

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    Lula confirma candidatura em 2026 e firma acordos com a Indonésia
    23deOutubrode2025ás08:55

    Dia foi movimentado em Jacarta, capital da Indonésia. Durante visita oficial ao local, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe de Estado da Indonésia, Prabowo Subianto, assinaram, na madrugada desta quinta-feira (23), uma série de memorandos e acordos de cooperação em diversas áreas — de agricultura e energia a ciência, defesa e educação. 

    O encontro também marcou o anúncio político mais relevante da viagem: Lula confirmou que disputará um quarto mandato presidencial em 2026. 

    Durante discurso, o presidente brasileiro afirmou que pretende fortalecer ainda mais as relações entre os dois países.

    “Vou disputar um quarto mandato no Brasil. Digo isso porque ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Esse meu mandato só termina em 2026, no final do ano. Mas eu estou preparado para disputar outras eleições e tentar fazer com que a relação entre Indonésia e Brasil seja por demais valorosa.”

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    Lula destacou que os acordos firmados caminham nessa direção, com ênfase em agricultura, energia, comércio, defesa, educação e tecnologia. Segundo ele, o comércio bilateral triplicou nas últimas duas décadas, saltando de US$ 2 bilhões para US$ 6,5 bilhões. 

    “É quase inexplicável, para as nossas sociedades, como é que dois países importantes no mundo, com quase 500 milhões de habitantes, só tenham um comércio de US$ 6 bilhões. É pouco”, disse. 

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    Comércio e potencial econômico 

    O presidente brasileiro afirmou que os dois países “são nações determinadas a assumir o lugar que nos corresponde em uma ordem em profunda transformação”.

    Segundo o Planalto, a Indonésia foi o quinto destino das exportações do agronegócio brasileiro em 2024, mas Lula avalia que os valores ainda são tímidos diante do potencial de consumo do país asiático. 

    Prabowo Subianto classificou o Brasil como “força econômica crescente” e ressaltou que ambos integram o Brics e o G20, defendendo uma “parceria estratégica e sinergética entre países complementares”. 

    “Hoje assinamos acordos significantes”, declarou o presidente indonésio, destacando que o comércio bilateral pode atingir US$ 20 bilhões nos próximos anos. 

    Para ampliar a aproximação, Prabowo anunciou que o português será incluído entre as línguas prioritárias no sistema educacional da Indonésia. 

    Posição comum sobre Gaza, ONU e Brics 

    Lula e Prabowo também demonstraram alinhamento político em temas internacionais. Ambos defenderam a criação de dois Estados como única solução possível para a paz no Oriente Médio e condenaram as ações em Gaza. 

    “Nossos governos estão unidos contra o genocídio em Gaza e continuarão a defender a solução de dois Estados como único caminho possível para a paz no Oriente Médio”, afirmou Lula. 

    Os dois líderes também defenderam a reforma do Conselho de Segurança da ONU, que, segundo Lula, sofre de “falta de representatividade e paralisia”, e reforçaram o papel do Brics como plataforma de defesa dos interesses do Sul Global. 

    Defesa, energia e mineração 

    No campo econômico, Lula destacou oportunidades em defesa, energia e mineração. 

    “O Brasil possui sólida base industrial militar e está disposto a contribuir para as necessidades estratégicas da Indonésia, em particular de sua Força Aérea.” 

    Ele também mencionou o diálogo sobre minerais críticos e a transição energética, afirmando que a cooperação deve avançar com base no memorando assinado entre os ministérios de Minas e Energia dos dois países. 

    Comércio em moedas locais e defesa do multilateralismo 

    Lula voltou a defender relações comerciais justas, com menor dependência do dólar e maior autonomia nas trocas bilaterais. 

    “Indonésia e Brasil não querem uma segunda Guerra Fria. Nós queremos comércio livre. E, mais ainda: tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de comercialização entre nós dois ser com as nossas moedas.”

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