Eleições 2026: Lula lidera pesquisas, mas disputa promete 2º turno acirrado
O presidente lidera, mas números surpreendem e mudam o jogo eleitoral
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A mais recente pesquisa Genial/Quaest confirma o cenário mais provável para as eleições de 2026: Lula lidera todos os cenários simulados, com vantagem confortável no primeiro turno (entre 35% e 43%) e disputa mais apertada no segundo.
No horizonte mais acirrado, o presidente aparece com 32% das intenções de voto, contra 26% de Jair Bolsonaro — que segue inelegível até 2030 e cumprindo pena após condenação por tentativa de golpe de Estado..
Em confrontos com Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ciro Gomes, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Romeu Zema, o petista também lidera, com margens que chegam a dez pontos percentuais.
No segundo turno, Lula mantém vantagem, embora com disputa mais equilibrada, especialmente contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
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Em uma simulação, Lula tem 41% contra 37% de Tarcísio — empate técnico dentro da margem de erro. Em outra, abre 12 pontos de vantagem.
Fatores de desgaste e dilemas da oposição
Apesar da liderança, 56% dos entrevistados acreditam que Lula não deveria disputar a reeleição em 2026, segundo a Quaest. A rejeição vem caindo, mas ainda é um fator explorado pela oposição.
A avaliação do governo segue equilibrada: 49% desaprovam e 48% aprovam, conforme levantamento de setembro.
Economia em desaceleração, desgaste político e surpresas de campanha podem alterar o cenário. Analistas apontam que o candidato capaz de desafiar Lula precisará construir base sólida e reduzir rejeição — tarefa difícil diante da fragmentação da direita e centro-direita.
Tarcísio desponta como nome mais competitivo, com apoio de setores do empresariado, do agro e da Faria Lima. Já outros possíveis candidatos ainda não consolidaram alianças ou discurso unificado.
Crise fiscal e derrota na Câmara
A rejeição da MP 1303, que previa tributar rendimentos de aplicações financeiras e apostas para compensar a perda do IOF, foi interpretada em Brasília como uma das maiores derrotas do Planalto no segundo semestre.
A medida atingiria LCI, LCA, criptomoedas e apostas esportivas, e sua derrubada representa perda estimada entre R$ 20 bi e R$ 35 bi em arrecadação para 2026.
O revés reforça a dependência do governo de acordos com o Centrão, além de intensificar o clima eleitoral no Congresso.
Enquanto opositores acusam o Planalto de tentar “aumentar impostos”, o governo sustenta que buscava “taxar os mais ricos” e garantir recursos para programas sociais.
Especialistas avaliam que o impacto eleitoral dependerá da reação do Planalto nas próximas semanas.
Se o governo conseguir apresentar alternativa de arrecadação e comunicar bem suas intenções, o desgaste tende a ser limitado. Caso contrário, o episódio pode ampliar a erosão de confiança no campo fiscal e político às vésperas de 2026.