Ibama classifica pirarucu como invasor e acende alerta na piscicultura
Nova norma levanta preocupação com segurança jurídica, investimentos e falta de alinhamento com o setor produtivo
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A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de classificar o pirarucu (Arapaima gigas) como espécie exótica invasora fora de sua área natural, por meio da Instrução Normativa nº 7/2026, acendeu um alerta imediato na piscicultura brasileira.
Com impacto direto sobre a produção e os investimentos, a medida mobilizou produtores e entidades, que apontam risco regulatório e possível freio na expansão da atividade.
A decisão também surpreendeu o setor. O tema ainda estava em discussão na Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), o que levanta questionamentos sobre a condução do processo e a falta de alinhamento institucional.

Considerado uma das espécies mais promissoras da piscicultura nacional, o pirarucu já tem produção consolidada em diversos estados e alto potencial de crescimento.
A nova classificação, no entanto, afeta diretamente o planejamento produtivo e a segurança de novos investimentos no setor.