Primeiras cargas de DDGS do Brasil chegam à China e abrem nova frente comercial

    Envio marca abertura de mercado para coproduto do etanol de milho e inclui exportação inédita de farinha de vísceras de aves

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    Primeiras cargas de DDGS do Brasil chegam à China e abrem nova frente comercial
    06deAbrilde2026ás16:58

    O Brasil iniciou as exportações de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) para a China, com a chegada das primeiras cargas ao país asiático.

    O movimento marca a abertura de um novo mercado para o coproduto do etanol de milho  e inclui também o envio inédito de farinha de vísceras de aves.

    O DDGS, coproduto do etanol de milho, teve a exportação viabilizada após demanda apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) para abertura do mercado chinês.

    Após a conclusão das tratativas sanitárias entre Brasil e China, o acesso foi autorizado em maio de 2025. Em novembro do mesmo ano, os primeiros estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar DDG/DDGS ao país.

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    Como resultado, o primeiro navio com 62 mil toneladas do produto chegou ao porto de Nansha, em Guangzhou, no sul da China. A carga foi enviada pela Inpasa, a partir do Porto de Imbituba, em Santa Catarina.

    A operação marca o início efetivo das exportações brasileiras de DDGS para a China e consolida uma nova frente comercial entre os dois países. O acordo bilateral que autorizou a exportação do produto foi firmado em maio de 2025.

    Em janeiro de 2026, a Inpasa tornou-se a primeira produtora brasileira habilitada a exportar o ingrediente para o mercado chinês, principal destino das exportações agropecuárias do Brasil.

    Nova frente para coprodutos e proteína animal

    O envio da primeira carga de farinha de vísceras de aves, utilizada principalmente na alimentação animal, ocorre após a abertura do mercado, concretizada em abril de 2023, a partir de demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra). A operação amplia as oportunidades para a indústria nacional nesse segmento.

    As iniciativas reforçam o papel da articulação entre governo e setor produtivo na abertura de mercados e na diversificação da pauta exportadora brasileira.

    Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China segue como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor.

     

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