Fim da escala 6x1 vai bater na prateleira do supermercado, alerta presidente da Abramilho
Paulo Bertolini afirma que redução da jornada pode elevar custos e agravar falta de mão de obra; Tânia Zanella diz que setor já enfrenta 30 mil vagas em aberto

Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Paulo Bertolini criticou a condução do debate e afirmou que atividades ligadas ao agro exigem operação contínua
Durante o 4º Congresso da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo), em Brasília, o debate sobre o fim da escala 6x1 acendeu um alerta no agronegócio brasileiro.
Lideranças do setor afirmaram que mudanças na jornada de trabalho podem elevar os custos de produção, ampliar a dificuldade de contratação e impactar o preço dos alimentos.
Presidente da Abramilho, Paulo Bertolini criticou a condução do debate e afirmou que atividades ligadas ao agro exigem operação contínua. “Como que um país prospera sem trabalho e sem produção?”, questionou.
Segundo ele, atividades como pecuária leiteira e suinocultura exigem trabalho contínuo ao longo de toda a semana para manter a produção. “O agro trabalha 7 dias por semana, 365 dias por ano. Quem é produtor de leite, quem é produtor de suíno, sabe que trabalha dia e noite”, afirmou.
>> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP
>> ENCONTRE PRODUTOS E SOLUÇÕES PARA O AGRO NO AGROFY MARKET
Bertolini disse ainda que alterações na jornada podem pressionar os custos de produção e chegar ao consumidor final. “Além de poder gerar desemprego, há o encarecimento da produção e isso vai bater na prateleira dos supermercados”, declarou.
