Seguro rural encolhido e dívidas indefinidas: agro vive sua Copa antes do Plano Safra
Setor tenta recompor a verba para apólices e destravar a renegociação de passivos enquanto o governo fecha o novo ciclo de crédito rural
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Colheita em área agrícola; seguro rural e renegociação de dívidas estão entre as pendências do setor antes do Plano Safra 2026/27.
Enquanto a Copa do Mundo entra na reta decisiva da fase de grupos, o agronegócio brasileiro também enfrenta dias de definição fora de campo.
Às vésperas do Plano Safra 2026/27, o setor tenta destravar duas agendas centrais: a recomposição dos recursos do seguro rural e a renegociação de dívidas de produtores afetados por perdas climáticas e dificuldades financeiras.
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As duas pautas avançam em ritmos diferentes. O orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) foi reduzido por bloqueios e remanejamentos, enquanto o projeto de renegociação depende de acordo com o governo federal para chegar ao plenário da Câmara dos Deputados.
O governo entra na fase final de ajustes para definir os números do Plano Safra 2026/27, com anúncio previsto para 1º de julho. As negociações envolvem o volume de recursos, a equalização de juros e as linhas de financiamento para o setor.
Segundo informações da CNN Brasil, o pedido apresentado pelos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário soma R$ 652 bilhões, dos quais R$ 570 bilhões seriam destinados a médios e grandes produtores e R$ 82 bilhões à agricultura familiar. A expectativa, segundo a emissora, é que o valor final fique abaixo desse patamar.