Deputados apresentarão projeto de lei para restringir produtos europeus

    Medida vem como resposta à regra aprovada pelo Parlamento Europeu contra produção agropecuária ligada ao desmatamento

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    A União Europeia foi o segundo principal destino dos produtos agro brasileiros em 2022 e respondeu por cerca de 16,1% das exportações do setor.

    A União Europeia foi o segundo principal destino dos produtos agro brasileiros em 2022 e respondeu por cerca de 16,1% das exportações do setor.

    24deAbrilde2023ás16:53

    Deputados ligados ao agronegócio vão apresentar nos próximos dias um projeto de lei (PL) a fim de contrapor as novas exigências ambientais da União Europeia (UE) para o Brasil e outros países com o chamado “pacto verde”.

    Segundo o Estadão Conteúdo, a Lei da Reciprocidade Ambiental já foi redigida e prevê a criação de barreiras de importação aos produtos do bloco europeu no caso de que algum obstáculo seja criado aos exportadores brasileiros.

    O Parlamento Europeu aprovou na quarta-feira (19), a lei que obriga empresas a comprovarem que produtos das cadeias de gado, cacau, café, óleo de palma, soja, madeira, borracha, carvão vegetal e papel não venham de áreas desmatadas de nenhum lugar do mundo.

    Uma fonte que ajudou na elaboração do PL brasileiro garantiu que não se trata de uma ação protecionista, mas apenas de equiparação de tratamento que será concedido basicamente a produtos agrícolas.

    O argumento é o de que se os europeus estão preocupados com o desmatamento fora da Europa, os brasileiros também não estão dispostos a consumir produtos que são frutos de emissão de gases poluentes.

    Os defensores do projeto avaliam que o Brasil será um incômodo para a UE se o Congresso resolver validar a ideia. A União Europeia foi o segundo principal destino dos produtos agro brasileiros em 2022 e respondeu por cerca de 16,1% das exportações do setor.

    Não há por parte deles a preocupação de que o bloco europeu busque outros mercados porque os preços locais desses produtos agrícolas são altamente competitivos.

    Em tempos de inflação já alta em todo o planeta, ficará difícil para os governantes europeus explicarem mais aumentos de preços que poderiam ser evitados.

    O bloco comum já usou esse tipo de retaliação contra os Estados Unidos no caso da guerra das tarifas de alumínio e automóveis.

    Os norte-americanos impuseram altas taxas para a commodity e, pela reciprocidade, os europeus aumentaram as alíquotas de carros dos Estados Unidos, esfriando o comércio nas duas direções. Depois de meses de conflito, os lados negociaram um acordo positivo para as partes.

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