Padilha decide e Mapa nomeia novo secretário de Política Agrícola da Agricultura
Nome foi indicado pelo Partido Social Democrático (PSD) para o cargo

Sem nenhuma surpresa, o governo federal definiu o nome do novo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O escolhido foi o ex-presidente dos Correios e do Sebrae, Guilherme Campos Júnior, que assume a vaga de Neri Geller, demitido por suspeitas de irregularidades e envolvimento no leilão para compra pública de arroz no mês passado.
O nome de Guilherme Campos, que já foi nomeado, foi decidido pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Campos foi sugerido pelo Partido Social Democrático (PSD) para Padilha, que não se opôs a indicação política.
No fim do mês passado, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou desconhecer quem assumiria a vaga de Geller e passou a decisão para Padilha.
O novo secretário, que também é ex-deputado federal, ocupava o cargo de superintendente do Ministério da Agricultura em São Paulo.
Atrito
A escolha de Campos provoca mais um atrito entre governo e a bancada ruralista.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) era favorável ao nome do assessor especial do Ministério da Agricultura Carlos Ernesto Augustin, o “Teti”, para assumir a vaga.
Segundo a FPA, Teti tem histórico de proximidade e boa convivência com os setores do agro.
A secretaria é estratégica no Mapa. Ela é uma das principais nas tomadas de decisão do Plano Safra, lançado na semana passada.
Plano Safra
Na última quarta-feira (dia 3), foi anunciado o montante de 400,59 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional de médios e grandes produtores rurais até junho de 2025. O valor representa um aumento de 10% em relação à safra anterior (R$ 364,22 bilhões).
O governo também anunciou R$ 85,7 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional de pequenos produtores rurais e agricultura familiar até junho de 2025.
Os valores não eram o que as entidades do agro almejavam e os anúncios geraram críticas.
