Brasil renova esperanças sobre negociações com União Europeia
Governo enxerga possibilidades de avanços sobre Lei Antidesmatamento e Acordo de Livre Comércio
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O governo brasileiro tem observado sinais favoráveis de lideranças do bloco europeu tanto sobre a Lei Antidesmatamento (EUDR, sigla em inglês) e o Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul.
Deste modo, as duas negociações difíceis e arrastadas por anos poderiam ter desfechos mais positivos ao Brasil nas próximas semanas, segundo autoridades brasileiras.
Ontem (dia 25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou à imprensa um balanço da visita oficial a Nova York, nos Estados Unidos. Durante a viagem, Lula se reuniu com líderes como os presidentes Emmanuel Macron (França), Pedro Sánchez (Espanha) e Ursula von der Leyen (Comissão Europeia), entre outros compromissos.
“Nunca estive tão otimista com o acordo União Europeia-Mercosul. Ontem, eu disse à Ursula von der Leyen que o Brasil está pronto para assinar o acordo, que agora a responsabilidade é toda da União Europeia e não do Brasil. Porque durante 20 anos se jogava a culpa nos países do Mercosul”, frisou o presidente, na entrevista coletiva.
Lula afirmou que sugeriu que a assinatura do acordo ocorra durante a Cúpula do G20, que será realizada nos dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro, ou em uma reunião na sede da União Europeia. Se a União Europeia vai aceitar a sugestão, já é outra questão.
Já sobre o Lei Antidesmatamento da UE, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) revelou haver expectativa de que o bloco adie a efetivação das regras por pelo menos seis meses.
O governo brasileiro espera receber em outubro uma resposta da Comissão Europeia sobre o pedido de que a legislação não entre em vigor no fim de 2024, após aumento da pressão internacional sobre o tema.
O ministro substituto e secretário de Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa, disse que, inclusive por países europeus querem aumentar o prazo para adequação das cadeias. Caso contrário, os próprios países europeus poderiam sofrer com mais inflação.
“Acreditamos no bom entendimento para ter bom senso do lado europeu e que possamos dar tempo plausível para as cadeias se adequarem ao atendimento das exigências”, afirmou Perosa à Globo Rural.